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Como Configurar Pressostatos KP e RT Danfoss em Compressores Industriais

Como Configurar Pressostatos KP e RT Danfoss em Compressores Industriais: Guia Técnico Completo

Descubra como selecionar, instalar e parametrizar pressostatos KP e RT Danfoss em compressores industriais com segurança e precisão.

Introdução

Os pressostatos são elementos críticos na proteção, no controle e na automação de compressores industriais. Modelos como os KP e RT da Danfoss são amplamente adotados nos setores de refrigeração, HVAC, alimentos, bebidas e indústria frigorífica, suportando tarefas como disparo em baixa/alta pressão, ciclagem e automação de backup. Para garantir eficiência, confiabilidade e segurança operacional, a correta configuração e ajuste dos pressostatos é indispensável tanto para engenheiros de aplicação quanto para técnicos de campo.

A Elektra, como distribuidora oficial Danfoss, oferece este guia detalhado para seleção, parametrização e recomendações práticas de configuração dos pressostatos KP e RT, focando em aplicações de compressores industriais. Exploraremos funcionamento, ajuste de setpoint, diferencial, instalação elétrica/mecânica e melhores práticas baseadas em manuais oficiais, além de demonstrar como nosso suporte técnico especializado agrega valor ao seu projeto.

Sumário

  1. O Papel dos Pressostatos em Compressores Industriais
  2. Visão Geral dos Pressostatos Danfoss KP e RT
  3. Critérios de Seleção para Aplicações Industriais
  4. Processo de Configuração: Ajuste de Setpoint e Diferencial
  5. Procedimentos de Instalação: Elétrica e Mecânica
  6. Tabelas Técnicas: Faixas, Diferenciais e Diagramas
  7. Erros comuns, Alarmes e Diagnóstico
  8. Vantagens de adquirir com a Elektra
  9. Conclusão e Contato Técnico

1. O Papel dos Pressostatos em Compressores Industriais

Pressostatos são instrumentos projetados para monitorar pressão em sistemas de refrigeração ou ar comprimido e ativar (ou desativar) circuitos elétricos conforme pontos de ajuste (setpoint) definidos pelo usuário. Nos compressores industriais, executam funções como:

  • Proteção contra pressão excessiva (alta pressão)
  • Proteção contra baixa pressão (evitando trabalho em vazio ou falta de gás)
  • Controle de ciclagem do compressor
  • Intertravamento de segurança
  • Automação de sequências operacionais

A precisão no ajuste do pressostato garante proteção do equipamento, eficiência energética e conformidade com normas técnicas e de segurança.

2. Visão Geral dos Pressostatos Danfoss KP e RT

2.1 Pressostato Danfoss KP

  • KP1: Projetado para baixa pressão
  • KP2: Projetado para alta pressão
  • KP5/KP15: Para aplicações especiais
  • Classificado até 16 bar (KP1/KP2)
  • Grau de proteção IP30 (modelos com capa), contatos SPDT
  • Montagem em trilho, painel ou direta na linha
  • Compatíveis com refrigerantes tradicionais e HFCs modernos

2.2 Pressostato Danfoss RT

  • Faixas de pressão até 30 bar (dependendo do modelo)
  • Robustos, para aplicações pesadas (indústria, processos, marinhos)
  • Grau de proteção IP66 (algumas versões), contatos SPDT
  • Vasta gama de diferenciais ajustáveis
  • Permitem ajuste remoto mediante tambor rotativo externo
  • Adequados para compressores de grande capacidade, bombas de processo, torres de resfriamento

3. Critérios de Seleção para Aplicações Industriais

A escolha do pressostato exige avaliação criteriosa de:

  • Faixa de Pressão de Operação: Selecione modelo com limite superior 20% acima da máxima pressão de trabalho do sistema.
  • Tipo de Serviço: Segurança (proteção), controle ou alarme.
  • Tipo de Gás/refrigerante: Confirme compatibilidade de materiais de vedação (“bellows”) com o fluido.
  • Classe de Proteção (IP): Escolha IP66 para ambientes úmidos ou corrosivos (RT), IP30 para ambientes industriais controlados (KP).
  • Tipo de contato: SPDT normalmente aberto/fechado, conforme necessidade de comando ou alarme.
  • Rango e diferencial: Deve contemplar a faixa típica de pressão do compressor e sua tolerância operacional.

Exemplo prático:
Um compressor de amônia com pressão máxima admissível de 14 bar pode utilizar um KP2 (regulável 8 a 32 bar), enquanto sistemas de CO2 subcríticos exigem modelos ainda mais robustos.

4. Processo de Configuração: Ajuste de Setpoint e Diferencial

4.1 Pontos Fundamentais

  • Setpoint: Pressão na qual o pressostato irá disparar (abrir/fechar contato).
  • Diferencial: “Histerese” entre ativação e desativação, crítico para evitar ciclagem excessiva.

4.2 Ajuste no KP

  1. Identifique o modelo (KP1, KP2, etc.) e sua faixa.
  2. Use a escala graduada no eixo do ajuste:
    – Girar no sentido horário para elevar o setpoint
    – Girar no sentido anti-horário para reduzir
  3. Ajuste do diferencial:
    – Parafuso secundário, geralmente identificado no próprio corpo
    – O diferencial determina quão longe a pressão deve cair/subir para o próximo disparo
  4. Teste de funcionamento:
    – Recomenda-se testar com fonte de pressão controlada e multímetro antes da operação final

4.3 Ajuste no RT

  • Rotação do tambor externo: Núcleo maior para ajuste do setpoint
  • Parafuso dedicado ao diferencial: Permite ajuste de histerese de modo independente
  • Desligue antes da calibração, se possível.
  • Observe a escala e a indicação do ponteiro para ajuste fino.

4.4 Diretrizes Gerais

  • Evite colocar setpoints próximos dos limites máximos do pressostato.
  • Consulte a tabela abaixo para limites recomendados (verifique sempre o manual específico).

5. Procedimentos de Instalação: Elétrica e Mecânica

5.1 Instalação Mecânica

  • Instale sempre na linha principal, em ponto representativo da pressão do sistema.
  • Respeite o torque máximo (KP: geralmente 20 Nm, RT: até 30 Nm – veja manual do modelo).
  • Evite vibração excessiva, preferindo montagem com suporte ou em cavalete.
  • Em ambientes agressivos, utilize versões com proteção extra (corpo IP66).

5.2 Instalação Elétrica

  • Utilize cabos adequados à corrente dos contatos (ex.: KP: até 16A resistivo, 6A motor).
  • Certifique-se de polaridade correta em comandos auxiliares.
  • Para saídas de alarme, utilize bornes NC e NO conforme solicitado pelo CLP ou relé.
  • Siga as diagramas oficiais de ligação elétrica para evitar falhas:

Exemplo: KP Diagramas de Conexão

Terminal Função
1–4 Normalmente Aberto (NO)
1–2 Normalmente Fechado (NC)

6. Tabelas Técnicas: Faixas, Diferenciais e Diagramas

Tabela 1: Modelos KP – Faixa, Diferencial e Aplicação

Modelo Faixa de ajuste (bar) Diferencial (mín–máx) (bar) Limite máx. (bar) Aplicação
KP1 -0,2…7,5 0,7…4 16 Baixa pressão
KP2 8,0…32 1,5…6 32 Alta pressão
KP5 0,2…7,5 0,7…4 16 Gás neutro

Tabela 2: Modelos RT – Faixa, Diferencial e Aplicação

Modelo Faixa de ajuste (bar) Diferencial (mín–máx) (bar) Limite máx. (bar) Aplicação
RT 5 -0,2…7,5 0,7…3 24 Baixa pressão geral
RT 112 -0,2…7,5 0,7…3 16 CO2/Indústria básica
RT 116 6…30 1,2…4 32 Alta pressão compressores

Referência: Manuais Danfoss KP/RT

7. Erros Comuns, Alarmes e Diagnóstico

  • Setpoint mal ajustado: Compressor dispara prematuramente, ciclagem excessiva. Revise com manômetro de referência.
  • Diferencial insuficiente: Possibilita disparos frequentes, desgaste do compressor.

Alarmes típicos

  • Contato colado: Indica sobrecarga ou curto. Substitua imediatamente.
  • Ciclagem anormal: Rever ajuste ou possíveis vazamentos/entupimentos na linha piloto.
  • Falha de vedação: Leque por vazamento menstrual nos pressostatos com campânula danificada.

Dica:
Em caso de dúvida, consulte suporte técnico da Elektra, pois diagnósticos incorretos podem gerar danos severos ao sistema.

8. Vantagens de adquirir com a Elektra

  • Suporte técnico oficial Danfoss: Dimensionamento/aplicação conforme projeto.
  • Assistência homologada: Garantia de performance e reposição ágil.
  • Seleção e estoque imediato: Modelos KP/RT prontos para expedição em todo o Brasil.
  • Engenharia de aplicação: Consultoria para retrofit, customização e integração com CLPs ou automação.
  • Treinamento e capacitação de equipes.

9. Conclusão e Contato Técnico

A configuração adequada dos pressostatos KP e RT Danfoss é um investimento direto em segurança, eficiência operacional e longevidade do seu sistema de compressores industriais. Utilize os critérios de seleção e ajuste detalhados neste guia, sempre se apoiando em manuais oficiais e na expertise da equipe Elektra.

Para suporte técnico especializado, seleção de modelos ou orçamento imediato, entre em contato com o time comercial e de engenharia da Elektra. Conte conosco para assegurar a escolha correta e confiável para seu sistema de compressão.