Elektra https://blog.elektra.net.br/ Inversores Danfoss e Soluções em Automação Industrial Fri, 30 Jan 2026 20:35:03 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://blog.elektra.net.br/wp-content/uploads/2025/12/favicon.png Elektra https://blog.elektra.net.br/ 32 32 Amônia vs CO₂: Escolha do fluido refrigerante ideal https://blog.elektra.net.br/amonia-vs-co2/ https://blog.elektra.net.br/amonia-vs-co2/#respond Fri, 30 Jan 2026 03:03:01 +0000 https://blog.elektra.net.br/?p=471 Amônia vs CO₂: escolha do fluido refrigerante ideal para 2026 em sistemas industriais   Introdução O setor de refrigeração industrial vive um momento de renovação tecnológica impulsionado por demandas ambientais, critérios de eficiência energética e avanços regulatórios. Entre as principais decisões de engenharia está a escolha do fluido refrigerante adequado, frente à crescente proibição dos […]

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Amônia vs CO₂: escolha do fluido refrigerante ideal para 2026 em sistemas industriais

 

Introdução

O setor de refrigeração industrial vive um momento de renovação tecnológica impulsionado por demandas ambientais, critérios de eficiência energética e avanços regulatórios. Entre as principais decisões de engenharia está a escolha do fluido refrigerante adequado, frente à crescente proibição dos HFCs (hidrofluorcarbonetos) e alinhamento com acordos climáticos globais. Amônia (NH₃) e dióxido de carbono (CO₂, ou R-744) se firmaram como os dois principais candidatos naturais para substituir soluções tradicionais em instalações frigoríficas, laticínios, abatedouros, cervejarias, centrais de distribuição e armazéns logísticos.

No entanto, para 2026, a discussão é mais complexa: além da escolha do fluido, é preciso compreender limitações operacionais, regulamentação futura, custos totais de propriedade (TCO), impacto ambiental e requisitos de segurança. Este artigo técnico, baseado nos manuais Danfoss, EBM-Papst, normas internacionais e experiência prática da Elektra, vai explorar detalhadamente as diferenças entre sistemas com amônia e CO₂. O objetivo é capacitar engenheiros, integradores e gestores de manutenção na decisão estratégica da próxima planta frigorífica ou retrofit.


Sumário

  1. Panorama global e tendências para 2026
  2. Propriedades físico-químicas: NH₃ vs CO₂
  3. Critérios de seleção técnica e aplicações típicas
  4. Segurança operacional e mitigação de riscos
  5. Eficiência energética e classe ambiental
  6. Custos de instalação, operação e manutenção
  7. Requisitos regulatórios e perspectivas legislativas
  8. Integração com tecnologias Danfoss e EBM-Papst
  9. Tabela comparativa técnica
  10. Conclusão

1. Panorama global e tendências para 2026

A busca por refrigerantes com baixo impacto climático — conforme diretrizes do Protocolo de Montreal, Emenda de Kigali e políticas europeias (F-Gas) — acelerou o abandono gradativo dos HFCs. Amônia (NH₃) e CO₂ emergem como refrigerantes naturais, ambos sem efeito de destruição da camada de ozônio (ODP = 0), e com GWP (potencial de aquecimento global) extremamente baixo (NH₃ = 0 / CO₂ = 1). Para 2026, espera-se a consolidação dessas alternativas em aplicações médias e grandes. A amônia, tradicional nos frigoríficos brasileiros, enfrenta mais restrições urbanas devido à toxicidade, ao passo que CO₂ vê rápido avanço em supermercados, armazéns logísticos e segmentos de média temperatura.


2. Propriedades físico-químicas: NH₃ vs CO₂

A seleção do fluido refrigerante começa pela análise técnica de suas propriedades termodinâmicas e impacto operacional. Confira na tabela:

Propriedades comparativas – Amônia (NH₃) vs CO₂ (R-744)

Propriedade Amônia (NH₃) CO₂ (R-744)
ODP (Potencial de Destruição de Ozônio) 0 0
GWP (Potencial de Aquecimento Global) 0 1
Temperatura crítica (°C) 132,4 31,1
Pressão crítica (bar) 113,3 73,8
Toxidade Alta (classe B2L) Não tóxico
Inflamabilidade Moderada (B2L) Não inflamável
Eficiência volumétrica Muito alta Alta
Densidade no estado líquido (kg/m³, 0°C) 682 915
Solubilidade em água Alta Baixa
Detectabilidade (odor) Forte odor Inodoro
Compatibilidade c/ cobre Não Sim
Desempenho em evaporadores secos Excelente Muito bom
Disponibilidade Ampla Ampla

Fontes: ARI, ASHRAE, Danfoss, EBM-Papst

Observação: A pressão de operação do CO₂ em regime transcrítico pode ultrapassar 90 bar nas linhas de alta pressão, demandando componentes e práticas de instalação específicas.


3. Critérios de seleção técnica e aplicações típicas

Onde a amônia é dominante:

  • Plantas frigoríficas de grande porte (alimentos, frigoríficos bovinos/aves, laticínios)
  • Instalações industriais afastadas de zonas residenciais
  • Sistemas de recirculação bombeada/rack centralizado
  • Câmaras de baixa e ultrabaixa temperatura

Onde o CO₂ ganha espaço:

  • Supermercados, distribuição urbana, data-centers
  • Sistemas de cascata (CO₂/NH₃) para mitigar carga de amônia
  • Retrofit de pequenas/médias centrais de refrigeração
  • Instalações com restrição de inflamabilidade e toxicidade

Principais critérios para escolha:

  • Capacidade frigorífica requerida (tamanho da planta)
  • Localização e restrições urbanas
  • Políticas internas de segurança industrial
  • Disponibilidade de expertise técnica para operação/ manutenção
  • Orçamento inicial e análise de TCO (Total Cost of Ownership)
  • Expectativa de expansão futura (modularidade)

4. Segurança operacional e mitigação de riscos

Amônia (NH₃):

  • É tóxica e irritante em baixas concentrações; exposição pode ser letal.
  • Apresenta inflamabilidade moderada (B2L), mas incêndios são raros.
  • Exige planos robustos de contenção, sensores, ventilação, EPI e treinamentos regulares.
  • Sistemas modernos empregam detectores interligados a painéis PLC/Danfoss FC-302, válvulas de bloqueio, purgadores automáticos, redundância em ventilação e escape de emergência.

CO₂ (R-744):

  • Não é tóxico nem inflamável, mas em ambientes fechados pode causar asfixia por deslocamento de oxigênio.
  • Opera em pressões muito elevadas, exigindo validação rigorosa de todos os circuitos de alta pressão, dimensionamento e escolha precisa de válvulas, pressostatos, tubos e conexões.
  • Recomenda-se uso de válvulas e componentes certificados para CO₂ (ver catálogos Danfoss/Duragas), rotinas frequentes de inspeção e monitoramento eletrônico.

A Elektra apoia clientes com projetos de segurança, assistência técnica autorizada e treinamento de equipes conforme NR-36 e NR-13.


5. Eficiência energética e classe ambiental

  • Eficiência termodinâmica:
    Amônia é o refrigerante industrial de maior eficiência conhecida, com excelentes COPs (coeficiente de performance) e baixíssimo consumo específico, especialmente em aplicações de média e baixa temperatura com evaporadores inundados.
    CO₂ em regime subcrítico apresenta bom desempenho térmico; em regime transcrítico (regiões quentes), a eficiência cai, mas novas tecnologias Danfoss (como vaporização paralela e ejetores) minimizam perdas e melhoram a competitividade energética.
  • Aspectos ambientais:
    Ambos são refrigerantes naturais, não afetam a camada de ozônio.
    GWP da amônia é nulo e o do CO₂ é definido como referência (1).
    Menor carga de fluido geralmente necessária em sistemas CO₂ (racks compactos).

6. Custos de instalação, operação e manutenção

Item Amônia (NH₃) CO₂ (R-744)
Custo inicial Médio/Alto Alto*
Tubulação Requer aço/alumínio Pode usar cobre especial até 75 bar
Componentes Específicos anti-NH₃ Alta pressão, específicos CO₂
Manutenção Mão de obra especializada, inspeções NR-13 Monitoramento rigoroso de válvulas, pressostatos, detecção de vazamentos
Consumo energético Muito baixo Médio/baixo, dependendo do clima
Disponibilidade de peças Alta Alta, porém menos comum em pequenas cidades
Vida útil > 20 anos (bem projetado) 15-20 anos

*CO₂ apresenta custo inicial elevado devido à necessidade de componentes para alta pressão, mas TCO pode ser mais baixo com projeto otimizado.


7. Requisitos regulatórios e perspectivas legislativas

  • NH₃ encontra crescente restrição em zonas urbanas devido à sua classificação toxicológica. Leis municipais e estaduais podem vetar expansões em áreas densas. A NR-36 e a NR-13 definem requisitos técnicos para vasos, pressão, isolamento e planilhas de segurança.
  • CO₂ cresce em aceitação devido ao perfil não tóxico/inflamável, sendo favorecido por tendências de descarbonização e banimento de HFCs. Certificações Danfoss e EBM-Papst já atendem especificações internacionais, como ISO 5149 e EN 378, e a Elektra orienta projetos conforme a legislação vigente.

8. Integração com tecnologias Danfoss e EBM-Papst

  • A Elektra distribui a linha completa de inversores Danfoss (FC-51, FC-101, FC-102, FC-202, FC-302, FC-360, FC-280), controladores industriais, sensores de pressão/temperatura e soluções de automação para ambas as tecnologias.
  • No caso de NH₃, recomenda-se uso do VLT AutomationDrive FC-302 pela robustez no controle de compressores de pistão e parafuso, programação PID, gerenciamento de válvulas solenoides e sensores de nível.
  • Para CO₂, a automação requer precisão em pressões elevadas, rampas suaves, controle digital das válvulas de expansão eletrônica (EKE Danfoss), além de ventiladores EBM-Papst RadiPac/Radical para condensadores a gás ou ejetores.
  • Ambos os sistemas se beneficiam do suporte técnico qualificado da Elektra: pré-seleção de inversores, parametrização personalizada, estoques entregues em todo o Brasil.

9. Tabela comparativa técnica

Critério Amônia (NH₃) CO₂ (R-744)
Eficiência Térmica Excelente Boa (subcrítico), média (transcrítico)
Faixa de temperatura (-°C) Até -50 Até -50 (cascata)
Pressão operacional (bar) 6-10 (evap.), até 20 (descarga) 25-45 (subcrítico), até 100 (transcrítico)
Toxicidade/inflamabilidade Tóxica, inflamável (B2L) Não tóxico, não inflamável
Segurança de operação Exige robusta contenção e EPI Risco de alta pressão; cuidado em áreas fechadas
Área mínima de instalação Geralmente maior Compacta (caso de racks)
Carga de fluido Alta (sistemas inundados) Baixa a média
Normas de projeto NR-13, ASHRAE, EN 378 ISO 5149, EN 378
Facilidade de retrofit Mais complexo em instalações antigas Fácil adaptação em racks e supermercados
Suporte técnico especializado Fundamental Fundamental

10. Conclusão

A escolha entre amônia e CO₂ como refrigerante industrial para 2026 deve ser guiada pelo perfil da aplicação, demandas regulatórias, capacidade técnica e visão de longo prazo do negócio. Amônia se mantém insuperável em eficiência térmica e robustez para grandes plantas, porém exige controle rigoroso de riscos. O CO₂ avança em versatilidade, modularidade e segurança para médias e grandes aplicações, especialmente em áreas urbanas e setores com preocupação ambiental crescente.

A Elektra oferece suporte completo para seleção, dimensionamento, automação e parametrização para ambos os sistemas, representando oficialmente a Danfoss e EBM-Papst, além de assistência técnica e entrega nacional. Consulte nossos especialistas para uma avaliação detalhada e orçamentos sem compromisso — garanta eficiência e conformidade para o futuro da sua instalação frigorífica.

Entre em contato com a equipe técnica da Elektra e saiba qual solução é ideal para seu projeto.

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Como evitar contaminação cruzada nos sistemas de NH₃ https://blog.elektra.net.br/contaminacao-cruzada-sistemas-amonia/ https://blog.elektra.net.br/contaminacao-cruzada-sistemas-amonia/#respond Wed, 28 Jan 2026 03:01:43 +0000 https://blog.elektra.net.br/?p=466 Como Evitar Contaminação Cruzada em Sistemas de NH₃: Práticas Essenciais para Refrigeração Industrial Conheça técnicas e práticas para evitar contaminação cruzada em sistemas de amônia (NH₃) na refrigeração industrial, garantindo segurança, eficiência e longevidade. Introdução A amônia (NH₃) é amplamente utilizada como fluido refrigerante em sistemas industriais devido à sua elevada eficiência térmica e baixo […]

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Como Evitar Contaminação Cruzada em Sistemas de NH₃: Práticas Essenciais para Refrigeração Industrial

Conheça técnicas e práticas para evitar contaminação cruzada em sistemas de amônia (NH₃) na refrigeração industrial, garantindo segurança, eficiência e longevidade.


Introdução

A amônia (NH₃) é amplamente utilizada como fluido refrigerante em sistemas industriais devido à sua elevada eficiência térmica e baixo impacto ambiental. No entanto, devido à sua toxicidade e propriedades corrosivas, qualquer tipo de contaminação cruzada — seja com outros fluidos, vapores, água ou óleo indesejado — pode comprometer não apenas o desempenho do sistema, mas também a segurança das operações, a vida útil dos equipamentos e a conformidade regulatória.

Evitar contaminação cruzada em sistemas de NH₃ é uma prioridade para engenheiros, técnicos, gestores de manutenção, integradores de sistemas e compradores industriais, especialmente nos segmentos de alimentos, bebidas e frigoríficos, onde a segurança alimentar e operacional é mandatória.

Neste artigo, você encontrará um mergulho detalhado nas causas, consequências e, sobretudo, nas melhores práticas — baseadas em normas técnicas e recomendações dos principais fabricantes — para prevenir contaminações cruzadas em sistemas de amônia industrial.


Sumário

  1. O Que é Contaminação Cruzada em Sistemas de NH₃?
  2. Principais Fontes de Contaminação em Sistemas de Amônia
  3. Riscos e Consequências da Contaminação Cruzada
  4. Práticas Essenciais de Projeto e Instalação
  5. Monitoramento e Detecção de Contaminantes
  6. Estratégias de Manutenção Preventiva e Corretiva
  7. Seleção de Componentes: Válvulas, Sensores e Dispositivos Compatíveis
  8. Experiência da Elektra: Suporte, Seleção e Atendimento Técnico
  9. Conclusão

1. O Que é Contaminação Cruzada em Sistemas de NH₃?

Contaminação cruzada em sistemas de NH₃ refere-se à presença indesejada de substâncias estranhas no circuito refrigerante: pode incluir água, óleos lubrificantes incompatíveis, partículas, outros refrigerantes (ex: HCFCs ou HFCs), resíduos de solda, solventes ou gases não-condensáveis.

Principais tipos de contaminantes:

  • Água: Provoca corrosão e formação de ácidos, reduz eficiência de troca térmica.
  • Óleos incompatíveis: Aumentam riscos de entupimento e reações químicas.
  • Outros refrigerantes: Podem modificar pressão de operação, causar falha de componentes e agressividade química.
  • Partículas e resíduos sólidos: Causam abrasão, entupimento e falha de válvulas/sensores.

2. Principais Fontes de Contaminação em Sistemas de Amônia

a) Projeção e instalação inadequadas

  • Interligação com equipamentos previamente usados com outros fluidos.
  • Falta de limpeza e purga nas linhas durante a montagem.
  • Utilização de lubrificantes incompatíveis.

b) Fugas, vazamentos e infiltrações

  • Entradas de água atmosférica por falha de vedação (ex: válvula, flange, gaxeta).
  • Contaminação por gases não condensáveis devido a sistemas mal selados.

c) Manutenção e intervenções rotineiras

  • Abertura do sistema em ambientes contaminados.
  • Substituição de peças sem purga e limpeza adequadas.

d) Mistura acidental de fluidos ou óleos

  • Uso incorreto de bombas de vácuo, compressores ou equipamentos para múltiplas aplicações.

3. Riscos e Consequências da Contaminação Cruzada

A presença de contaminantes em sistemas de amônia pode gerar desde perda de eficiência energética até riscos graves à segurança operacional. Os principais impactos incluem:

  • Redução da eficiência térmica: Água e óleos reduzem a capacidade de troca de calor.
  • Corrosão e degradação dos materiais: Principalmente a hidrólise do NH₃ com água, formando hidróxidos e corroendo aço carbono e outros metais.
  • Falha prematura de válvulas de controle, sensores e compressores: Partículas sólidas e ácidos aceleram desgaste e travamento.
  • Alteração da pressão de operação e risco de sobrepressão: Mistura com outros gases ou refrigerantes modifica o equilíbrio de pressão.
  • Agressividade química: Óleos inapropriados ou outros fluidos podem reagir formando compostos tóxicos e corrosivos.
  • Impactos à segurança alimentar: Riscos de reações químicas liberando resíduos perigosos nos ambientes de processamento.

4. Práticas Essenciais de Projeto e Instalação

a) Especificação correta de materiais e componentes

  • Compatibilidade química: Certifique-se de utilizar equipamentos, selos, válvulas e tubulações compatíveis com NH₃, como aço carbono ou inox (evite cobre e suas ligas).
  • Utilização de óleos lubrificantes específicos: Exemplo: óleo mineral ou sintético, sempre homologado pelo fabricante do compressor.

b) Limpeza e secagem rigorosas antes da carga inicial

Procedimentos obrigatórios:

  • Limpeza com nitrogênio seco de todas as linhas e componentes.
  • Teste de estanqueidade com pressurização controlada.
  • Secagem: aplicação de vácuo profundo para eliminar umidade interna.

c) Purga inicial e contínua

  • Instalação de pontos de purga em pontos altos do sistema para eliminação de ar e gases não-condensáveis.
  • Avaliar uso de separadores ciclônicos para microcontaminantes sólidos.

d) Separação física de sistemas

  • Jamais interconectar sistemas de NH₃ com circuitos de outros refrigerantes ou fluidos.

5. Monitoramento e Detecção de Contaminantes

A detecção e a resposta precoce à presença de contaminantes são fundamentais para a gestão de risco operacional.

a) Sensores e analisadores específicos

  • Sensores de umidade: Monitoram traços de água na amônia.
  • Detectores de gases não-condensáveis: Identificam ar, hidrogênio ou outros contaminantes gasosos.
  • Cromatografia de óleo: Permite análise periódica para detecção de misturas indesejadas.

b) Indicadores visuais (visores de líquido)

Permitem inspeção rápida da presença de bolhas (gases não-condensáveis) ou resíduos.

c) Monitoramento por alarmes automatizados

Utilização de módulos de automação industrial Danfoss para monitoramento em tempo real de pressão, temperatura e composição.


6. Estratégias de Manutenção Preventiva e Corretiva

a) Procedimentos padronizados de abertura e fechamento do sistema

  • Sempre evacuar e inertizar as linhas antes de qualquer intervenção.
  • Utilizar apenas ferramentas e equipamentos dedicados ao NH₃.
  • Treinamento contínuo de equipes de manutenção sobre riscos específicos.

b) Planos de inspeção e troca de consumíveis

  • Substituição regular de filtros, vedações, dessecantes e óleo lubrificante.
  • Inspeção visual frequente de pontos de acúmulo (separadores, visores e purgadores).

c) Registro e rastreabilidade

  • Documentação detalhada das intervenções, equipamentos utilizados e resultados de análise laboratorial do fluido.

7. Seleção de Componentes: Válvulas, Sensores e Dispositivos Compatíveis

A escolha correta dos produtos é fundamental para a segurança e eficiência do sistema de NH₃:

Componente Função Requisitos para NH₃ Modelos Recomendados Danfoss
Válvulas solenoides Controle de fluxo ON/OFF Corpo em aço, selos compatíveis, alta estanqueidade EVRA, AME
Válvulas de expansão Modulação da alimentação Materiais resistentes, controle preciso ICF, ICV
Filtros secadores Retenção de partículas/resíduos Elementos para NH₃, fácil acesso FIA / FIA-S / FIA-H
Sensores de pressão Monitoramento de segurança Diafragma e corpo preparados para amônia MBS 3000, AKS 32
Purga automática Remoção de gases não condensáveis Materiais compatíveis, fácil manutenção ATP-LP, ATP-HP (nível industrial)

Todos os modelos devem ser sempre dimensionados conforme projeto específico, linha e portfólio Danfoss. Consulte a documentação técnica para especificação detalhada.


8. Experiência da Elektra: Suporte, Seleção e Atendimento Técnico

Como distribuidora oficial Danfoss e EBM-Papst, a Elektra se destaca em diversos pilares:

  • Equipe técnica altamente qualificada: Auxilia desde o projeto até a partida dos sistemas de NH₃.
  • Assistência autorizada: Garantia de conformidade, manutenção preventiva e corretiva segundo manuais dos fabricantes.
  • Seleção e dimensionamento: Orientação na escolha dos componentes ideais para evitar riscos de contaminação cruzada com produtos certificados.
  • Estoque amplo e pronto atendimento: Reduzindo lead time e garantindo disponibilidade nacional para peças e equipamentos críticos.
  • Treinamentos, webinars e suporte remoto: Atualização constante das equipes dos clientes nas melhores práticas.

9. Conclusão

Evitar contaminação cruzada em sistemas de NH₃ é um desafio técnico que exige cultura de boas práticas, especificação criteriosa de componentes e acompanhamento técnico com suporte certificado. A aplicação rígida das recomendações acima garante, além da segurança operacional e alimentar, maior eficiência energética e durabilidade dos equipamentos.

Para assegurar o desempenho e a longevidade dos seus sistemas de refrigeração com amônia, conte com o suporte total da equipe comercial e técnica da Elektra: desde o diagnóstico até a seleção, manutenção e fornecimento ágil dos componentes Danfoss e EBM-Papst homologados para NH₃.

Entre em contato e leve engenharia de excelência ao seu negócio.


 

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Pressurização de Salas Técnicas em Frigoríficos https://blog.elektra.net.br/pressurizacao-de-salas-tecnicas-em-frigorificos/ https://blog.elektra.net.br/pressurizacao-de-salas-tecnicas-em-frigorificos/#respond Fri, 23 Jan 2026 16:43:09 +0000 https://blog.elektra.net.br/?p=462 A pressurização adequada de salas técnicas em frigoríficos é fundamental para garantir condições ideais de operação, segurança e higiene. A invasão de contaminantes, a condensação de umidade e as variações térmicas são riscos constantemente enfrentados nesses ambientes. Para mitigar esses perigos, o uso de ventiladores industriais de alta performance, criteriosamente dimensionados, é indispensável. Além de […]

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A pressurização adequada de salas técnicas em frigoríficos é fundamental para garantir condições ideais de operação, segurança e higiene. A invasão de contaminantes, a condensação de umidade e as variações térmicas são riscos constantemente enfrentados nesses ambientes. Para mitigar esses perigos, o uso de ventiladores industriais de alta performance, criteriosamente dimensionados, é indispensável.

Além de atender exigências normativas, a correta seleção e instalação dos ventiladores são cruciais para a longevidade dos equipamentos, integridade dos processos frigoríficos e para a eficiência energética da instalação. Fabricantes como a EBM-Papst – distribuída no Brasil pela Elektra – possuem linhas de ventiladores específicos para pressurização, com excelente desempenho, confiabilidade e tecnologia embarcada.

Este artigo detalha todos os fatores de engenharia envolvidos, trazendo recomendações técnicas e práticas para seleção, aplicação e operação ideal dos ventiladores em salas técnicas de frigoríficos.

Sumário

  1. Conceito de Pressurização em Salas Técnicas
  2. Por que Pressurizar Salas em Frigoríficos?
  3. Critérios Técnicos para Seleção de Ventiladores
  4. Tipos de Ventiladores EBM-Papst Indicados
  5. Tabelas de Dimensionamento e Comparativo Técnico
  6. Integração com Sistemas de Automação (Danfoss)
  7. Vantagens do Suporte e Estoque Elektra
  8. Conclusão + Contato Especializado

1. Conceito de Pressurização em Salas Técnicas

Pressurizar uma sala técnica consiste em estabelecer uma diferença de pressão positiva entre a sala e os ambientes vizinhos, evitando a entrada de partículas, vapor de água, odores ou agentes contaminantes. Essa pressão é obtida mediante a renovação controlada do ar, usando ventiladores que insuflam ar filtrado no ambiente, forçando o excesso a sair por aberturas previstas (exfiltração controlada).

Nos frigoríficos, as salas técnicas abrigam painéis elétricos, quadros de comando, centros de controle de motores (CCM’s), áreas de automação e salas de máquinas. O controle preciso do microclima local é crítico para funcionamento confiável dos equipamentos eletrônicos, além de garantir a segurança em ambientes com risco de explosão (zonas classificadas).

2. Por que Pressurizar Salas em Frigoríficos?

  • Prevenção de Condensação: Redução da umidade e do ponto de orvalho, prevenindo curto-circuitos, oxidação de conexões e falhas eletrônicas;
  • Proteção de Equipamentos: Impede entrada de poeira, fibras, aerossóis agressivos (como amônia);
  • Controle de Contaminantes: Evita a infiltração de microrganismos e outros agentes indesejados;
  • Conformidade Normativa: Atende exigências sanitárias (MAPA, Anvisa) e de segurança industrial;
  • Extensão de Vida Útil: Diminui paradas não programadas, reduz custos com manutenção corretiva.

3. Critérios Técnicos para Seleção de Ventiladores

A especificação do ventilador para pressurização em câmaras técnicas deve considerar:

  • Vazão de ar necessária (m³/h): Em geral, trabalha-se entre 10 e 30 renovações de ar por hora para garantir pressurização efetiva, conforme tamanho e grau de proteção desejado da sala.
  • Pressão estática total (Pa): Depende das perdas de carga do conjunto filtros, dutos, grelhas de exaustão, e da diferença de pressão desejada (típico: 10–30 Pa positivos em relação ao exterior).
  • Classe ambiental: Muitas salas de frigoríficos possuem umidade elevada e possibilidade de atmosferas agressivas (amônia, salinidade, vapores), exigindo motores com grau de proteção IP54, IP55 ou superior, e materiais resistentes à corrosão.
  • Nível de ruído: Fundamental em salas ocupadas, como painéis de automação.
  • Eficiência energética: Motores EC (Electronically Commutated) têm destaque pela alta eficiência e menor geração de calor dissipado.
  • Facilidade de manutenção e controle: Ventiladores EC possibilitam controle de rotação por tensão de entrada, sinal 0-10V, PWM ou sistemas Modbus integrados.
  • Redundância: Em áreas críticas, considerar sistemas duplos (N+1) para segurança operacional.

4. Tipos de Ventiladores EBM-Papst Indicados

A EBM-Papst oferece portfólio ideal para pressurização de salas técnicas, inclusive com motores EC – padrão internacional em frigoríficos modernos.

4.1 Ventiladores RadiCal EC

  • Aplicação: Ideal para insuflamento em dutos curtos ou sistemas filtrantes.
  • Descrição: Centrífugo de alta eficiência, baixo ruído, disponível em design isolado, rotor curvado para trás.
  • Options: Modelos de 250 a 630 mm, com vazão de até 7500 m³/h. Todos com motor EC integrado e comunicação inteligente (MODBUS RTU disponível para automação e integração com CLPs Danfoss).

4.2 Ventiladores RadiPac

  • Aplicação: Grandes volumes de ar, excelente para painéis elétricos salinizados.
  • Descrição: Turbinas centrífugas plug fan, acoplamento direto, robustez diferenciada, adequado para sistemas de filtragem.
  • Options: Modelos modulares, motores EC ou AC, controle via 0-10 V.

4.3 Axiais EC e iQ

  • Aplicação: Exaustão direta, baixo espaço e renovação com reduzidas perdas de carga.
  • Descrição: Compactos, múltiplos diâmetros, baixo consumo, baixo ruído.
  • Options: Modelos sob medida para compartimentos técnicos.

Tabela Técnica – Seleção Rápida: Principais Modelos EC EBM-Papst

Modelo Tipo Diâmetro Vazão máx. (m³/h) Pressão máx. (Pa) Potência (W) IP Ruído (dB(A))
RadiCal-G3G 250-AX68-01 Centrífugo EC 250 mm 1700 700 290 IP54 63
RadiCal-G3G 355-AS72-01 Centrífugo EC 355 mm 2960 800 350 IP55 65
RadiCal-G3G 400-BM65-01 Centrífugo EC 400 mm 4200 1000 710 IP55 67
RadiPac-R3G 560-AR47-02 Plug Fan EC 560 mm 9300 1200 3000 IP55 74
Axial- W1G 355-EC Axial EC 355 mm 2500 230 175 IP54 67
Axial- iQ 3620 Axial EC 320 mm 3000 190 105 IP54 60

Obs: selecione sempre o modelo conforme a pressão total do seu sistema e preferencialmente com sobredimensionamento de 10–20% para garantir boa estabilidade de operação e autonomia.

5. Tabelas de Dimensionamento e Comparativo Técnico

O dimensionamento correto exige cálculo da vazão de ar necessária (Q), considerando o volume útil da sala (V) e a taxa de renovação pretendida (N):

Fórmula:
Q (m³/h) = V (m³) × N (renovações/hora)

Exemplo Prático

Suponha uma sala de painéis elétricos com 5 m x 4 m x 3 m (V = 60 m³), desejando 20 renovações/hora:

Q = 60 × 20 = 1.200 m³/h

Se a perda de carga total for de 200 Pa, recomenda-se:

  • Modelo RadiCal-G3G 250-AX68-01, com margem de folga.
Sala Volume (m³) Renovações/h Vazão (m³/h) Perda (Pa) Modelo Sugerido
Painéis 60 20 1.200 200 RadiCal-G3G 250-AX68-01
CCM 120 15 1.800 300 RadiCal-G3G 355-AS72-01
Sala Máq. 500 12 6.000 750 RadiPac-R3G 560-AR47-02

6. Integração com Sistemas de Automação (Danfoss)

A integração de ventiladores EC EBM-Papst com sistemas de automação é facilitada pelos recursos de comunicação digital e controle de velocidade. Isso permite:

  • Monitoramento remoto via MODBUS RTU;
  • Ajuste dinâmico da vazão em função de sensores de pressão e qualidade do ar (PID), usando CLPs ou controladores Danfoss FC-102/FC-202/FC-302;
  • Alarmes automáticos em caso de falha de ventilador, pressão baixa ou sobrecarga.

Exemplo de ligação:
Ventiladores EC conectados em interface 0-10V ao inversor Danfoss FC-102, onde a rotação é ajustada por demanda (exemplo: maior circulação em horários de pico de operação frigorífica).

7. Vantagens do Suporte e Estoque Elektra

Ao escolher a Elektra como parceira de soluções para ventilação industrial em frigoríficos, você conta com:

  • Equipe técnica dedicada: Engenheiros especialistas nas linhas EBM-Papst e Danfoss para apoio desde o projeto até o comissionamento.
  • Dimensionamento assistido: Cálculo preciso de vazão, pressão, seleção do modelo adequado, simulações e plantas.
  • Suporte nacional autorizado: Peças de reposição, assistência, garantia e treinamento técnico.
  • Logística e estoque em todo o Brasil: Redução de prazos, maior disponibilidade, entregas rápidas.
  • Integração com automação industrial: Suporte para integração com seus sistemas CLP, IHM, supervisórios e controladores Danfoss.

8. Conclusão

A pressurização de salas técnicas em frigoríficos exige experiência e critérios técnicos rigorosos. Ventiladores industriais da EBM-Papst, aliados à engenharia aplicada da Elektra, garantem eficiência, robustez e longa vida útil para toda a instalação.

Quer garantir a melhor solução para sua sala técnica?
Entre em contato com nossa equipe técnica. Conte com a Elektra para dimensionamento personalizado, seleção de modelos ideais, integração com automação e suporte autorizado Danfoss/EBM-Papst. Trabalhamos lado a lado com a sua indústria, em todo o Brasil.

Agende sua consultoria técnica pelo formulário do site ou pelos canais de atendimento Elektra. Soluções de ventilação industrial que fazem a diferença no seu frigorífico!

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Como Integrar Válvulas Danfoss a Sistemas SCADA e PLC: Guia Técnico Completo https://blog.elektra.net.br/como-integrar-valvulas-danfoss-a-sistemas-scada-e-plc-guia-tecnico-completo/ https://blog.elektra.net.br/como-integrar-valvulas-danfoss-a-sistemas-scada-e-plc-guia-tecnico-completo/#respond Fri, 23 Jan 2026 16:40:36 +0000 https://blog.elektra.net.br/?p=458 A integração de válvulas Danfoss a sistemas SCADA (Supervisory Control and Data Acquisition) e PLC (Programmable Logic Controllers) tornou-se tarefa indispensável na automação de processos industriais, HVAC, refrigeração, alimentos e bebidas. Seja para controlar a abertura de válvulas solenoides, monitorar válvulas de expansão ou obter feedbacks em tempo real, a correta interface entre os dispositivos […]

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A integração de válvulas Danfoss a sistemas SCADA (Supervisory Control and Data Acquisition) e PLC (Programmable Logic Controllers) tornou-se tarefa indispensável na automação de processos industriais, HVAC, refrigeração, alimentos e bebidas. Seja para controlar a abertura de válvulas solenoides, monitorar válvulas de expansão ou obter feedbacks em tempo real, a correta interface entre os dispositivos Danfoss e sistemas de supervisão garante precisão, segurança e eficiência operacional.

O sucesso dessa integração depende não só do conhecimento das funções das válvulas, mas também do domínio das tecnologias de comunicação digital (Modbus, Profibus, Ethernet/IP, BACnet etc.), da configuração dos parâmetros e da correta aplicação dos sinais de controle. Este guia reúne todas as práticas recomendadas, referências oficiais Danfoss e experiência da Elektra para orientar engenheiros, técnicos, integradores e gestores que desejam ir além do básico na automação industrial.

Sumário

  • Entendendo as Válvulas Danfoss em Automação Industrial
  • Protocolos de Comunicação: Modbus, Profibus, CANopen, Ethernet/IP, BACnet
  • Topologias e Interfaces de Comunicação
  • Parâmetros Essenciais para Integração com PLC/SCADA
  • Exemplo Prático: Integração de Válvula Danfoss com PLC Siemens
  • Estratégias de Monitoramento e Diagnóstico Industrial
  • Recomendações da Elektra para Seleção, Dimensionamento e Suporte
  • Conclusão

Entendendo as Válvulas Danfoss em Automação Industrial

Tipos e Aplicações

A Danfoss oferece uma gama completa de válvulas, destacando-se nos segmentos de refrigeração, HVAC e controle de fluidos industriais. Os principais tipos integráveis a sistemas automáticos são:

  • Válvulas Solenoides (por exemplo, EV220B, EVR): Controle ON-OFF via sinal elétrico típico (24V DC, 220V AC etc.).
  • Válvulas de Expansão Eletrônicas (por exemplo, tipo ETS, AKV): Controle de abertura por sinais PWM ou via redes digitais (IES, Modbus, CANopen, etc.).
  • Válvulas de Controle Proporcional (ICM, ICLX): Abertura proporcional via controlador dedicado, geralmente conectado em rede.

A natureza do controle (digital ou analógico) e a capacidade de retorno de posição/status da válvula variam conforme o modelo e requerem escolha cuidadosa dos elementos de I/O e do sistema supervisório.

Protocolos de Comunicação: Modbus, Profibus, CANopen, Ethernet/IP, BACnet

Comunicação Digital

Integração direta entre válvulas inteligentes e PLCs/SCADA é feita, cada vez mais, utilizando padrões industriais de comunicação:

Válvula Danfoss Protocolos Suportados Função de Comunicação
AKV, ETS Modbus RTU, CANopen Feedback de posição, set-point
NovoCon® BACnet, Modbus, Ethernet/IP Controle e monitoramento completo
TPOne, MCX Modbus, BACnet Interface de termostatos e controladores Danfoss
Solenoides (c/ interface) Digital (relé), AS-I Sinal ON/OFF, diagnóstico simples

Cabe destacar que a escolha do protocolo dependerá do modelo da válvula e da arquitetura já existente no sistema.

Como funciona:

  • Modbus: Comunicação mestre-escravo; leitura/escrita de registradores holding/input.
  • BACnet: Solução para HVAC, permite mapeamento sofisticado de variáveis.
  • CANopen e Profibus: Alta confiabilidade em aplicações industriais críticas, integração facilitada em linhas de produção automatizadas.
  • AS-Interface: Bastante utilizada para integrar válvulas ON-OFF e sensores em topologias simplificadas.

Topologias e Interfaces de Comunicação

Conexão Elétrica

As possíveis topologias variam conforme o protocolo utilizado:

  • Bus Dedicado: Cabos próprios para RS-485 (Modbus RTU), Profibus DP, ou CANopen, conectando múltiplos dispositivos em rede.
  • Rede Ethernet: Quando válvulas ou controladores suportam BACnet/IP ou Ethernet/IP, permite integração direta aos switches industriais.
  • Sinal Discreto: Válvulas solenoides simples utilizam atuação a partir de relés/saídas digitais do PLC.

Dicas de Engenharia

  • Utilize sempre fontes de alimentação isoladas para circuitos de comando das válvulas.
  • Respeite as distâncias máximas dos protocolos: por exemplo, Modbus RS-485 até 1200 m em cabo par trançado com terminação adequada.
  • Para grandes sistemas, considere gateways de protocolo para integrar diferentes tecnologias.

Exemplo prático de rede Modbus

[PLC mestre] ←→ [Conversor RS-232/RS-485] ←─BUS─→ [Danfoss AKV_01] [AKV_02] [Controlador MCX] …

Endereçamento de cada elemento seguindo parâmetros de fábrica ou personalizada via software.

Parâmetros Essenciais para Integração com PLC/SCADA

Configuração dos Equipamentos Danfoss

  1. Endereço do Dispositivo: Cada válvula deve possuir endereço único na rede (Ex: Modbus RTU, parâmetro 1 do AKV/ETS).
  2. Baud Rate e Paridade: Configure igual ao mestre (PLC ou SCADA); valores típicos 9600/19200bps, paridade ‘None’ ou ‘Even’.
  3. Mapeamento de Registradores:
    • Considere registradores de comando (ex. setpoint de abertura) e de status (posição real, falhas).
    • Referencie a tabela de registradores no manual oficial Danfoss do modelo integrado.
  4. Timeouts e Watchdog:
    • Parâmetros de segurança previnem abertura/fechamento indevido em caso de perda de comunicação.
  5. Diagnóstico:
    • Habilite registros de falhas/desligamento para monitoramento em tempo real pelo SCADA.
  6. Parametrização via Software Dedicado:
    • Ferramentas Danfoss (ex: AK-CC, MCT 10) facilitam programação e upload de parâmetros por porta serial ou USB.

Parâmetros típicos importantes

Função Parâmetro (Exemplo) Descrição
Endereço Modbus Par. 1 ID único do nó na rede
Baud Rate Par. 2 Velocidade comunicação
Paridade Par. 3 Even/Odd/None
Configuração I/O Par. 10-20 Modo da entrada/saída
Função da válvula Par. 30-40 Lógica de atuação
Timeout/falha comunicação Par. 50-52 Ação em perda de comunicação

Consulte o manual Danfoss do modelo para a lista completa e detalhada de parâmetros aplicáveis.

Exemplo Prático: Integração de Válvula Danfoss com PLC Siemens

Cenário: Controle de uma válvula de expansão eletrônica Danfoss ETS8 via Modbus RTU

  1. Montagem física:
    Conecte os terminais de comunicação RS-485 (A/B) da válvula ETS8 à rede Modbus.
    Conecte alimentação separada para o atuador.
  2. Configuração da Válvula via software Danfoss:
    Sete endereço Modbus (ex: ‘2’), baud rate (ex: 9600), paridade e timeout.
    Realize a identificação dos registradores necessários (via manual ETS).
  3. Configuração do PLC Siemens (Ex: S7-1200):
    Instale módulo de comunicação RS-485 (CM 1241).
    Programe as instruções Modbus Master no TIA Portal.
    Configure função Read/Write nos registradores correspondentes (set-point de abertura, status, alarmes).
  4. Testes e monitoramento:
    Inicialize sistema SCADA utilizando tela de supervisão mostrando abertura, alarmes e comandos da válvula em tempo real.
    Realize simulação de falhas e avalie resposta do sistema.
  5. Segurança e Diagnóstico:
    Utilize rotinas lógicas para tomada de ação em queda de comunicação ou status de alarme reportado pela válvula.

Estratégias de Monitoramento e Diagnóstico Industrial

  • Implemente no SCADA dashboards de:
    • Estado da válvula (aberta, fechada, % de abertura)
    • Tempo de resposta
    • Alarmes (sobrecorrente, falha de comunicação, etc.)
  • Integre sistemas de histórico para análise de performance e detecção preditiva de falhas.
  • Programe alertas automáticos para falhas críticas via e-mail/SMS ao time de manutenção.

Recomendações da Elektra para Seleção, Dimensionamento e Suporte de Válvulas Danfoss

  • Seleção correta da válvula: Disponibilizamos especialistas treinados pela Danfoss para análise do seu processo e indicação do modelo ideal de válvula e interface de comunicação (Modbus, BACnet etc.).
  • Dimensionamento preciso: Cálculo considerando vazão, pressão, controle requerido, interface elétrica e compatibilidade total ao seu PLC/SCADA.
  • Suporte técnico dedicado: Auxiliamos na parametrização, resolução de falhas, montagem de rede e treinamento in loco ou remoto.
  • Assistência autorizada Danfoss: Peças originais, garantia da fábrica e atualização de firmware quando necessário.
  • Estoque imediato e logística nacional: Reduzimos o lead time com entrega rápida em todo o Brasil, assegurando reposição urgente.
  • Documentação técnica avançada: Fornecemos manuais em português, tabelas de registradores e exemplos de integração com principais PLCs do mercado.

Conclusão

A correta integração de válvulas Danfoss aos sistemas SCADA e PLC alavanca a produtividade, a segurança operacional e a eficiência energética dos processos industriais. O domínio das tecnologias de comunicação, o correto mapeamento dos parâmetros e a seleção do modelo ideal são etapas essenciais – e complexas, onde a experiência faz diferença. A Elektra se posiciona como seu parceiro técnico confiável, com suporte dedicado, estoque nacional e todos os recursos para garantir uma automação completa e segura.

Precisa de auxílio para especificar, integrar ou dar suporte às válvulas Danfoss em sua planta industrial? Entre em contato com a equipe técnica da Elektra e conquiste excelência em automação!

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Como Ajustar o Superaquecimento para Reduzir o Consumo Energético em Sistemas de Refrigeração Industrial https://blog.elektra.net.br/como-ajustar-o-superaquecimento-para-reduzir-o-consumo-energetico-em-sistemas-de-refrigeracao-industrial/ https://blog.elektra.net.br/como-ajustar-o-superaquecimento-para-reduzir-o-consumo-energetico-em-sistemas-de-refrigeracao-industrial/#respond Wed, 21 Jan 2026 20:38:42 +0000 https://blog.elektra.net.br/?p=452 O controle preciso do superaquecimento é uma das práticas mais eficazes para aumentar a eficiência energética em sistemas de refrigeração industrial e HVAC-R. O ajuste correto não só garante a atuação eficiente do evaporador e do compressor, mas, principalmente, reduz o consumo energético do sistema, impactando diretamente os custos operacionais e a sustentabilidade das operações. […]

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O controle preciso do superaquecimento é uma das práticas mais eficazes para aumentar a eficiência energética em sistemas de refrigeração industrial e HVAC-R. O ajuste correto não só garante a atuação eficiente do evaporador e do compressor, mas, principalmente, reduz o consumo energético do sistema, impactando diretamente os custos operacionais e a sustentabilidade das operações.

Empresas dos setores de alimentos, bebidas, frigoríficos e centros logísticos dependem do resfriamento confiável e eficiente de seus processos. Uma pequena diferença no ajuste do superaquecimento pode representar economias significativas na conta de energia e maior vida útil dos equipamentos.

Este artigo técnico explora, em detalhes, os fundamentos do superaquecimento, seu impacto no consumo energético, métodos de ajuste e as melhores práticas para sistemas industriais que utilizam controladores Danfoss e turboventiladores EBM-Papst, com a expertise de mais de 75 anos da Elektra como distribuidor oficial.

Sumário

  1. Conceito e importância do superaquecimento
  2. Relação entre superaquecimento e consumo energético
  3. Métodos de ajuste do superaquecimento
  4. Etapas práticas para ajuste com válvulas Danfoss
  5. Influência em diferentes tipos de evaporadores
  6. Ajuste de superaquecimento em controladores eletrônicos
  7. O papel dos ventiladores EBM-Papst na performance térmica
  8. Boas práticas de manutenção e monitoramento
  9. Como a Elektra apoia sua empresa na eficiência do sistema
  10. Conclusão

1. Conceito e importância do superaquecimento

O superaquecimento é a diferença entre a temperatura do fluido refrigerante na saída do evaporador e a temperatura de saturação do mesmo fluido à pressão de evaporação. É medido em °C (ou K) e tem uma função essencial: garantir que apenas vapor chegue ao compressor, prevenindo danos mecânicos por retorno de líquido.

Em sistemas industriais, especialmente no setor de alimentos e bebidas, o controle rigoroso do superaquecimento é vital tanto para a segurança do compressor quanto para a maximização da eficiência energética.

2. Relação entre superaquecimento e consumo energético

O ajuste inadequado do superaquecimento pode causar:

  • Superaquecimento baixo:
    Retorno de líquido ao compressor, riscos mecânicos, menor eficiência de transferência térmica, aumento do consumo energético devido à má utilização do evaporador.
  • Superaquecimento alto:
    Evaporador subutilizado, menor produção de frio, o compressor trabalha mais tempo, resultando em consumo energético elevado.

Exemplo prático:
Evaporadores ajustados com superaquecimento excessivo transferem menos carga térmica para o refrigerante, exigindo que o compressor funcione mais para atingir a temperatura desejada, aumentando o consumo de energia.

3. Métodos de ajuste do superaquecimento

O ajuste é feito, em geral, pela regulagem da válvula de expansão termostática (VET) ou eletrônica (VEE). O procedimento pode variar conforme o tipo de válvula, mas os fundamentos são:

  • Medição da temperatura e pressão na saída do evaporador.
  • Cálculo do superaquecimento:
    Superaquecimento = Temperatura medida − Temperatura de saturação da pressão lida
  • Ajuste fino do parafuso de regulagem ou via programação eletrônica.

4. Etapas práticas para ajuste com válvulas Danfoss

A Danfoss é referência global em válvulas de expansão, utilizadas amplamente em sistemas industriais no Brasil. Veja o processo típico para ajuste em válvulas termostáticas (por exemplo, modelo Danfoss TEX2):

Tabela Técnica – Parâmetros para Ajuste de Superaquecimento (Válvula Danfoss TEX2):

Parâmetro Faixa Recomendada Valor de Fábrica Procedimento de Ajuste
Superaquecimento inicial 4…6 °C 5 °C Girar parafuso sentido horário (↑), aumenta; anti-horário (↓), reduz
Pressão de evaporação 1,5…5 bar Medido no início do evaporador
Temperatura de saída Medida na saída do evaporador

Passo-a-passo prático:

  1. Deixe o sistema operar em regime estável.
  2. Meça a pressão na entrada do evaporador e converta para temperatura de saturação usando tabela do fluido.
  3. Meça a temperatura do tubo de sucção, logo após o evaporador.
  4. Calcule o superaquecimento.
  5. Ajuste o parafuso da válvula:
    Reduzir superaquecimento: Gire levemente no sentido anti-horário.
    Aumentar superaquecimento: Gire no sentido horário.
  6. Aguarde 10–15 minutos após cada ajuste para nova medição.
  7. Repita até atingir o valor recomendado.

Obs.: Em evaporadores múltiplos, cada linha deve ser ajustada individualmente.

5. Influência em diferentes tipos de evaporadores

Evaporadores aletados, de placas ou tubo-liso, apresentam características térmicas distintas, exigindo ajustes específicos de superaquecimento para cada tipo de aplicação. Sistemas que trabalham com baixíssimas temperaturas (câmaras frigoríficas) tendem a operar com superaquecimentos mais baixos (4–5 °C).

Em aplicações críticas como armazenamento de sorvetes, carnes e laticínios, o ajuste deve ser rigoroso, sempre observando o risco de retorno de líquido.

6. Ajuste de superaquecimento em controladores eletrônicos

Com a evolução dos sistemas de refrigeração, controladores eletrônicos como os Danfoss ETS e controladores ADAP-KOOL® permitem ajustes digitais precisos e monitoramento remoto, otimizando ainda mais o desempenho.

Exemplo: Programação de superaquecimento no ADAP-KOOL® AK-CC 750

  1. Acesse o menu do set point de superaquecimento (“SUPH”).
  2. Insira o valor alvo (normalmente 4 a 6 K, conforme especificação do equipamento).
  3. As válvulas de expansão eletrônicas ajustam-se automaticamente conforme as leituras em tempo real.
  4. Acompanhe leituras através do display ou sistema supervisório.

Alarmes comuns:

  • E1 – Superaquecimento insuficiente
  • E3 – Tempo máximo de atuação excedido

Nestes casos, revisar sensores e ajustar os parâmetros conforme recomendado no manual técnico Danfoss.

7. O papel dos ventiladores EBM-Papst na performance térmica

O ajuste do superaquecimento depende, também, do fluxo adequado de ar. Ventiladores industriais EBM-Papst, especialmente a linha axiais e RadiPac, garantem distribuição homogênea de ar nos evaporadores, vital para precisão nos ajustes.

Características Relevantes EBM-Papst:

  • Alta eficiência energética
  • Curvas de desempenho estáveis mesmo em ambientes refrigerados
  • Modelos com controle eletrônico de velocidade (EC) integrados, que podem ser modulados conforme a carga térmica, prevenindo o aumento involuntário do superaquecimento por deficiência de ar.

Resumo Comparativo:

Modelo Vazão típica (m³/h) Eficiência Classe IP Aplicação recomendada
Axial EC 1.000 – 20.000 >88% IP54/65 Evaporadores, Resfriadores de Ar
RadiPac EC 1.500 – 11.000 >89% IP54 Unidades de tratamento de ar

A Elektra oferece orientação técnica para a escolha do ventilador ideal, promovendo sinergia perfeita entre ventilação e refrigeração industrial.

8. Boas práticas de manutenção e monitoramento

  • Realize medições de superaquecimento periodicamente, ao menos a cada 6 meses.
  • Inspecione e limpe trocadores de calor e ventiladores.
  • Calibre sensores de temperatura e pressão, essenciais para sistemas eletrônicos.
  • Utilize sistemas de monitoramento remoto como Danfoss System Manager para análise comparativa dos períodos.

9. Como a Elektra apoia sua empresa na eficiência do sistema

Com décadas de experiência, a Elektra se diferencia não apenas pelo fornecimento de peças originais Danfoss e EBM-Papst, mas principalmente pelo suporte técnico especializado oferecido em todo o Brasil:

  • Seleção e dimensionamento de válvulas, controladores e ventiladores por engenheiros certificados.
  • Assistência técnica autorizada Danfoss para suporte em campo, treinamentos e start up.
  • Estoque robusto para pronta entrega das principais linhas.
  • Diagnóstico remoto e orientação para programações de inversores e parametrização de controles eletrônicos.
  • Atendimento rápido, dedicado ao segmento industrial.

10. Conclusão

O ajuste correto do superaquecimento é peça-chave para alavancar a eficiência energética dos sistemas de refrigeração industrial. Ele reduz significativamente o consumo de energia e prolonga a vida útil dos componentes. Investir no ajuste competente, utilizando válvulas e controladores Danfoss, e na infraestrutura de ventilação EBM-Papst, é sinônimo de confiabilidade e economia.

Precisa ajustar seu sistema ou selecionar os componentes ideais? Fale agora com o time técnico-comercial da Elektra:
Conte com suporte especializado, o melhor portfólio e as soluções mais inovadoras do mercado de refrigeração industrial no Brasil.

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Como Evitar Gelo e Entupimento em Linhas de Líquido com Amônia (NH₃) em Sistemas de Refrigeração Industrial https://blog.elektra.net.br/como-evitar-gelo-e-entupimento-em-linhas-de-liquido-com-amonia-nh%e2%82%83-em-sistemas-de-refrigeracao-industrial/ https://blog.elektra.net.br/como-evitar-gelo-e-entupimento-em-linhas-de-liquido-com-amonia-nh%e2%82%83-em-sistemas-de-refrigeracao-industrial/#respond Wed, 21 Jan 2026 20:37:01 +0000 https://blog.elektra.net.br/?p=449 A refrigeração industrial baseada em amônia (NH₃) é amplamente utilizada em setores como alimentos, bebidas, frigoríficos e HVAC devido à sua eficiência termodinâmica e à sua sustentabilidade ambiental. Contudo, os sistemas que utilizam amônia como fluido refrigerante exigem atenção detalhada ao projeto, operação e manutenção, especialmente em pontos críticos como as linhas de líquido. O […]

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A refrigeração industrial baseada em amônia (NH₃) é amplamente utilizada em setores como alimentos, bebidas, frigoríficos e HVAC devido à sua eficiência termodinâmica e à sua sustentabilidade ambiental. Contudo, os sistemas que utilizam amônia como fluido refrigerante exigem atenção detalhada ao projeto, operação e manutenção, especialmente em pontos críticos como as linhas de líquido. O gelo e o entupimento nessas linhas podem causar perdas operacionais, riscos de segurança, paradas inesperadas e elevado custo de manutenção.

Neste artigo, trazemos uma análise aprofundada sobre as principais causas de formação de gelo e entupimento em linhas de líquido com NH₃, métodos práticos e engenheiramente fundamentados para prevenção, recomendações de seleção de componentes Danfoss, e o papel fundamental do suporte técnico Elektra em todas as etapas do processo.

Índice

  1. Principais causas de gelo e entupimento em linhas de líquido com NH₃
  2. Impactos operacionais e riscos associados
  3. Estratégias de engenharia para prevenir congelamento e bloqueios
  4. Seleção e aplicação de componentes Danfoss
  5. Boas práticas de instalação e manutenção preventiva
  6. Como a Elektra pode auxiliar seu projeto

1. Principais causas de gelo e entupimento em linhas de líquido com NH₃

O congelamento e a obstrução de linhas de líquido em sistemas de NH₃ podem ocorrer por diferentes motivos, como:

  • Presença de água: a amônia anidra é higroscópica e absorve água do ambiente, resultando em formação de gelo em temperaturas abaixo de 0°C. Resquícios de água proveniente de falhas no sistema de secagem ou vazamentos podem congelar e bloquear a linha;
  • Queda abrupta de pressão: expande a amônia líquida promovendo o resfriamento intenso e, se houver água ou condensados, resulta em congelamento rápido;
  • Dimensionamento inadequado das linhas: diâmetros abaixo do especificado aumentam velocidade do fluido, intensificando a queda de pressão e favorecendo formação de gelo nela ou na válvula de expansão;
  • Vazamento de isolamentos térmicos: falhas no isolamento térmico em pontos críticos favorecem a condensação de umidade do ar externo sobre as linhas frias, formando gelo externo, que pode evoluir para bloqueio físico;
  • Relação incorreta pressão-temperatura: pressões muito baixas por controle inadequado levam a temperaturas de linha próximas ou abaixo do ponto de congelamento da água, mesmo em pequenas quantidades.

Fatores Adicionais:

  • Contaminação por óleo: partículas de óleo podem acumular-se em pontos baixos e servir de núcleo para formação de gelo, agravando o entupimento.
  • Válvulas com vazamento interno: contribuem para acúmulo de líquido em locais não desejados.

2. Impactos operacionais e riscos associados

  • Perda de capacidade de refrigeração: restrição no fornecimento de líquido aos evaporadores;
  • Risco de cavitação em bombas: por falta de suprimento adequado de líquido;
  • Sobrecarga em compressores: funcionamento comprometido e potencial risco de retorno de líquido;
  • Paradas não planejadas: interrupção total do processo de refrigeração, levando à perda de produtos perecíveis (no caso de alimentos e bebidas);
  • Riscos de segurança industrial: vazamentos e acúmulo de pressão podem levar a acidentes severos, dado o potencial tóxico e inflamável do NH₃.

3. Estratégias de engenharia para prevenir congelamento e bloqueios

A prevenção de gelo e entupimento começa no projeto e se estende à operação e manutenção do sistema. A seguir, detalhamos recomendações aplicáveis ao contexto industrial:

3.1. Secagem e purga rigorosas do sistema

  • Sempre purgar e secar completamente o circuito antes do comissionamento;
  • Em caso de manutenção, repetir este procedimento antes do reabastecimento de NH₃.

3.2. Dimensionamento adequado das linhas de líquido

É fundamental seguir tabelas de engenharia que considerem:

  • Vazão máxima prevista;
  • Comprimento total da linha e perdas de carga;
  • Condições de temperatura ambiente e isolamento.
Parâmetro Recomendações de projeto para NH₃
Velocidade máx. do líquido ≤ 1,2 m/s (evitar arraste de líquido e ruídos)
Queda pressão máx. adm. ≤ 0,5 bar
Diâmetro da linha Conforme catálogo Danfoss e norma IIAR

3.3. Isolamento térmico eficiente

  • Utilize isolantes adequados para baixas temperaturas (exemplo: espuma elastomérica fechada, poliisocianurato);
  • Todos os trechos da linha expostos a ambientes mais quentes devem ser isolados;
  • Barreiras de vapor são essenciais para evitar migração de umidade.

3.4. Válvulas de expansão corretamente selecionadas

  • Válvulas Danfoss, como STC, tipo PM ou ICAD, devem ser escolhidas considerando capacidade, pressão máxima admissível e resistência ao congelamento.
  • Recomenda-se o uso de filtros de linha (tipo FIA Danfoss) antes das válvulas para reter possíveis partículas.

3.5. Monitoramento de pontos de orvalho/condensação

  • Sensores de temperatura e umidade em pontos estratégicos auxiliam a detectar riscos de formação de gelo.
  • Alarmes programáveis (em CLPs industriais ou inversores Danfoss) alertam sobre condições fora do especificado.

3.6. Procedimentos operacionais controlados

  • Aberturas de válvulas de líquido devem ser lentas e controladas (automatização recomendada);
  • Purgas regulares em pontos baixos e drenos;
  • Testes periódicos de estanqueidade.

4. Seleção e aplicação de componentes Danfoss

A escolha de componentes corretos é determinante para a confiabilidade do sistema. Na Elektra, somos especialistas em dimensionamento preciso e suporte na integração de soluções Danfoss. Confira as soluções recomendadas:

4.1. Filtros e separadores

  • Filtro FIA Danfoss: retém partículas sólidas nas linhas de NH₃, com elementos filtrantes removíveis.
  • Instalação obrigatória antes de válvulas de expansão ou de controle automáticas.

4.2. Válvulas de controle

Modelo Características principais Aplicação
ICF Flexline Modular, soldável ou flangeada, compatível NH₃ Linhas de líquido, expansão e drenagem
ICS/ICM Danfoss Servo-operadas, alta precisão de controle Controle de nível e pressão em linhas líquidas
SVL Danfoss Válvulas de bloqueio robustas Isolamento e manutenção de circuitos

4.3. Válvulas de expansão

Modelo Capacidade (kW) Pressão máxima (bar) Faixa de ajuste (°C) Aplicação principal
STC Danfoss 0,6 – 15 Até 28 -60 a +10 Expansão em linhas NH₃

4.4. Instrumentação e automação

  • Pressostatos e termostatos RT e KP Danfoss: garantem monitoramento confiável das condições das linhas.
  • CLP e inversores VLT Danfoss (ex. FC-202, FC-302): podem ser programados para monitorar temperatura, controlar válvulas motorizadas e acionar alarmes de gelo no sistema.

Parâmetros sugeridos em inversores Danfoss:

  • Função de monitoração de sensor analógico nas entradas (ex: temperatura do líquido).
  • Alarmes configurados para detecção de temperaturas críticas.
  • Lógica de controle paramétrica para liberar acionamento gradual de válvulas (rampas suaves).

5. Boas práticas de instalação e manutenção preventiva

  • Isolamento em todas conexões, flanges e válvulas expostas.
  • Realização periódica de testes de estanqueidade com rastreamento de presença de umidade residual.
  • Verificação regular dos filtros de linha e sua substituição.
  • Purgas programadas nos pontos baixos das linhas e recipientes.
  • Auditorias termográficas para identificar pontos de baixa temperatura ou formação de orvalho/gelo.

6. Como a Elektra pode auxiliar seu projeto

Como distribuidora oficial Danfoss e centro de excelência em engenharia de refrigeração industrial, a Elektra oferece:

  • Suporte técnico especializado para seleção e dimensionamento de componentes (válvulas, filtros, automação e inversores);
  • Assistência autorizada Danfoss para instalação, parametrização e atendimento a alarmes de campo;
  • Estoques locais com pronta entrega para todo o Brasil, reduzindo o tempo de parada;
  • Treinamentos técnicos para equipes de manutenção, promovendo melhores práticas na prevenção de gelo e entupimentos;
  • Projetos de automação personalizada com inversores VLT Danfoss, assegurando monitoração contínua.

Entre em contato para receber consultoria técnica detalhada e garantir máxima eficiência, segurança e longevidade ao seu sistema com NH₃.

Conclusão

Evitar gelo e entupimento em linhas de líquido com NH₃ é um desafio multidisciplinar, que exige atenção rigorosa ao detalhamento de projeto, correta seleção de equipamentos (especialmente válvulas, filtros e automação Danfoss), práticas exemplares de instalação e manutenção, além do suporte de uma equipe técnica experiente. Investir nessas medidas é fundamental não apenas para evitar prejuízos e paradas, mas para garantir segurança, eficiência energética e sustentabilidade do processo produtivo.

Fale agora com a equipe técnica da Elektra para consultar soluções Danfoss, receber treinamento e assistência especializada em sistemas de amônia. Seu sucesso é o nosso compromisso!

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No universo da refrigeração industrial, a confiabilidade e a eficiência dos sistemas dependem em grande parte da escolha correta dos componentes de controle. Entre esses componentes, as válvulas ICS (Integrated Control Solutions) e PM (Pressure Master) da Danfoss se destacam como soluções avançadas para controle de pressão, fluxo e gestão de fluidos refrigerantes em plantas de alta performance. Estas válvulas desempenham papel fundamental no controle preciso e seguro dos sistemas de amônia (NH₃), CO₂ e outros refrigerantes industriais, garantindo operação eficiente, mínima manutenção e máxima segurança operacional.

Este artigo apresenta uma abordagem técnica aprofundada sobre o funcionamento das válvulas ICS e PM, seus diferenciais construtivos, aplicações recomendadas, parâmetros de seleção e como a Elektra — distribuidora oficial Danfoss — pode apoiar seu projeto com dimensionamento, assistência técnica e fornecimento em todo o Brasil.

Sumário

  1. Características Técnicas das Válvulas ICS e PM
  2. Princípio de Funcionamento de Cada Válvula
  3. Principais Aplicações em Refrigeração Industrial
  4. Seleção e Dimensionamento Técnico
  5. Instalação e Comissionamento
  6. Vantagens das Válvulas Danfoss: ICS x PM
  7. Como a Elektra Agrega Valor ao Seu Projeto
  8. Conclusão

1. Características Técnicas das Válvulas ICS e PM

Válvulas ICS (Integrated Control Solutions)

As válvulas ICS da Danfoss são soluções modulares robustas, projetadas para controle preciso em sistemas de amônia e CO₂, podendo operar em larga faixa de pressões e temperaturas. São utilizadas em diversas funções: expansão, regulagem de pressão, controle de nível e modulação de fluxo. Fabricadas em ferro fundido esferoidal, possuem internals de aço inoxidável e vedação em PTFE. Suportam pressões de até 52 bar (ICM) ou 65 bar (ICF), e temperaturas de -60°C a +120°C, dependendo do modelo específico.

Válvulas PM (Pressure Master)

As válvulas PM são do tipo piloto-operada, com design modular, excelente repetibilidade de controle e alta confiabilidade em aplicações críticas, como controle de baixa pressão de sucção, alta de descarga ou diferencial de óleo. Trabalham bem com NH₃, HFCs, CO₂ e podem ser integradas a sistemas automáticos com válvulas piloto ou atuadores elétricos.

Tabela Comparativa: Características Técnicas Principais

Válvula Pressão Máxima (bar) Temp. Operação (°C) Materiais Principais Tamanhos (DN) Refrigerantes Compatíveis
ICS/ICM 52…65 -60 a +120 Ferro Nodular/Aço Inox DN15 a DN125 NH₃, CO₂, HFC, HC
PM 28 -50 a +105 Aço Carbono/Inox DN15 a DN80 NH₃, HCFC, CO₂

2. Princípio de Funcionamento de Cada Válvula

Funcionamento da Válvula ICS

A válvula ICS é uma válvula de controle de ação modulante acionada por piloto externo ou atuador elétrico. Seu princípio baseia-se no equilíbrio de forças sobre o diafragma ou pistão, permitindo a modulação conforme comando externo:

  1. Pilotos de Pressão: Controlam a pressão de abertura através de conexão pneumática ou hidráulica direta à linha controlada.
  2. Abertura/Fechamento Modular: Várias tampas e internos diferentes podem ser combinados conforme aplicação (função de solenoide, regulador de pressão, válvula motorizada etc.).
  3. Fácil Manutenção: Corpo permanece instalado enquanto internos são substituídos ou inspecionados.

Diagrama Simplificado — ICS

  • Entrada principal de fluido
  • Câmara de atuação sob pressão controlada pelo piloto
  • Mola ajustável para controle fino de pressão
  • Sede interna substituível

Funcionamento da Válvula PM

A família PM opera por um sistema piloto-principal. O piloto regula o fluxo do fluido para o lado superior do diafragma/prato, controlando a abertura do obturador. A seleção do piloto (regulador de pressão, solenoide etc.) determina a função:

  1. PM1, PM2, PM3: Cada versão tem características de controle diferentes, para válvulas normalmente abertas, fechadas ou equilibradas.
  2. Alta Modularidade: Possibilidade de combinar com vários tipos de piloto, atendendo múltiplas aplicações industriais.

Fluxo Operacional — PM

  • O piloto regula a pressão da câmara superior.
  • O equilíbrio das pressões com a mola determina a posição do prato.
  • O ajuste é rápido, repetitivo e confiável.

3. Principais Aplicações em Refrigeração Industrial

As válvulas ICS e PM são amplamente empregadas nas seguintes aplicações industriais:

  • Sistemas de Expansão Direta e por Líquido: Controle de injeção de amônia líquida em EVAPORADORES industriais.
  • Regulagem de Pressão de Sucção e Descarga: Mantêm pressão estável para compressores e protegem a operação.
  • Controle de Nível em Reservatórios: Gestão precisa para acúmulo e drenagem de líquido em acumuladores.
  • Equalizadores de Pressão e Bypass: Uso em linhas de bypass durante transientes (partidas, degelos).
  • Sistemas de Desgaseificação (Flash Gas): Controle de gases não-condensáveis em economizadores e separadores.
  • Linhas de Óleo: Regulação de pressão diferencial para alimentação de óleo aos compressores.
  • Soluções para CO₂ transcrítico: ICS e ICM em aplicações de alta pressão com válvulas especiais para CO₂.

Exemplos Práticos

Aplicação Válvula sugerida Função
Expansão de NH₃ ICS+piloto Modulação de expansão
Pressão sucção CO₂ ICM, PM Limitação e controle de pressão
Nível em acumulador ICS+solenoide Controle de alimentação
Válvula de degelo PM+piloto Desvio temporário para degelo

4. Seleção e Dimensionamento Técnico

Seleção — Parâmetros Fundamentais

A seleção adequada da ICS ou PM envolve os seguintes passos críticos:

  • Tipo de refrigerante (NH₃, CO₂, HFC, HC)
  • Faixa de pressão de trabalho (bar)
  • Capacidade de fluxo (kW, TR, kg/h)
  • Função da válvula (modulação, abertura/fechamento rápido, etc.)
  • Tipo de piloto ou atuador desejado
  • Condições ambientais (temperatura, exposição a intempéries)

Tabela: Exemplo de Dimensionamento

Capacidade de Resfriamento (kW) Delta P (bar) Válvula Tipo DN Recomendado
180 2,5 ICS DN25
460 3,0 PM DN40
1050 1,7 ICS DN65

(Obs.: Para seleção precisa, utilize tabelas específicas do catálogo Danfoss ou ferramenta de dimensionamento Elektra, informando ponto de operação e tipo de fluido.)

5. Instalação e Comissionamento

Recomendações Importantes

  • Instale com espaço suficiente para manutenção dos internos.
  • Respeite a direção do fluxo indicada no corpo.
  • Ao utilizar pilotos eletromecânicos, certifique a tensão e proteção IP adequada.
  • Siga torque especificado para parafusos de conexão e flanges.
  • Realize exames de estanqueidade antes do comissionamento.

Procedimento Inicial ICS

  1. Limpe a tubulação antes da montagem.
  2. Instale a válvula em posição horizontal preferencialmente.
  3. Realize o torque correto dos parafusos da tampa.
  4. Monte e regule o piloto conforme aplicação.

Procedimento PM

  1. Monte o corpo principal na linha.
  2. Conecte o piloto (mecânico ou eletromecânico).
  3. Ajuste o set point conforme pressão desejada.
  4. Teste a resposta operacional antes da partida do sistema.

6. Vantagens das Válvulas Danfoss: ICS x PM

ICS — Diferenciais

  • Modularidade absoluta: mesma carcaça admite diversos internos e pilotos.
  • Fácil manutenção com substituição dos internos sem desmontar a linha.
  • Precisão de modulação.
  • Opções para operação manual emergencial.
  • Adaptabilidade a sistemas inteligentes via atuadores elétricos ou posicionadores.

PM — Diferenciais

  • Alta sensibilidade para aplicações críticas de pressão.
  • Execução robusta, projetada para ambientes industriais agressivos.
  • Diversidade de funções com a simple troca de piloto.
  • Excelente repetibilidade nos set points.
  • Confiança comprovada em sistemas de refrigeração industrial há décadas.

7. Como a Elektra Agrega Valor ao Seu Projeto

Ao optar pela Elektra como parceira na seleção e fornecimento de válvulas ICS ou PM, você garante:

  • Suporte técnico: Auxílio direto para seleção, dimensionamento e aplicação ideal do modelo Danfoss, evitando subdimensionamento, excessos e falhas operacionais.
  • Assistência autorizada Danfoss: Equipe treinada para montagem, manutenção, testes, inspeções e garantia durante toda a vida útil do produto.
  • Estoque nacional: Agilidade em atendimento às demandas e reposição de peças, minimizando paradas.
  • Entrega para todo o Brasil: Logística eficiente, adaptada à urgência de frigoríficos, indústrias alimentícias e centros de distribuição.
  • Treinamentos e capacitação: Programas técnicos contínuos para equipes de integradores, instaladores e engenheiros responsáveis.
  • Catálogos atuais e ferramentas digitais: Oferecemos os catálogos técnicos Danfoss atualizados e ferramentas de dimensionamento, equilibrando requisitos técnicos ao melhor custo-benefício.
  • Certificações e compliance: Garantia de fornecimento somente de equipamentos originais e aderentes às normas brasileiras.

8. Conclusão

Válvulas ICS e PM da Danfoss representam as tecnologias mais avançadas em controle de fluidos para refrigeração industrial, unindo precisão, segurança e robustez em aplicações críticas. São componentes essenciais desde sistemas de amônia em frigoríficos até plantas de CO₂ transcrítico para supermercados e centros logísticos. Selecionar, instalar e operar corretamente essas válvulas determina o sucesso do seu projeto.

A Elektra, como distribuidora oficial Danfoss e parceira técnica, é o seu canal confiável para orientação, dimensionamento, fornecimento e suporte completo em válvulas ICS e PM, agregando valor do projeto ao pós-venda. Para consultas técnicas, orçamentos e treinamentos, entre em contato e conheça o diferencial de quem entende e entrega engenharia aplicada em refrigeração industrial de alto desempenho.

Precisa otimizar seu sistema de refrigeração industrial?
Fale com o time técnico Elektra agora mesmo e receba a melhor solução para seu projeto!

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Sistema de bombeamento de amônia: funcionamento, recomendações técnicas e pontos de otimização em refrigeração industrial https://blog.elektra.net.br/sistema-de-bombeamento-de-amonia-funcionamento-recomendacoes-tecnicas-e-pontos-de-otimizacao-em-refrigeracao-industrial/ https://blog.elektra.net.br/sistema-de-bombeamento-de-amonia-funcionamento-recomendacoes-tecnicas-e-pontos-de-otimizacao-em-refrigeracao-industrial/#respond Wed, 21 Jan 2026 20:32:19 +0000 https://blog.elektra.net.br/?p=443 A amônia (NH₃) é, sem dúvida, o fluido refrigerante mais tradicional e eficiente em grandes sistemas de refrigeração industrial, especialmente nos setores de alimentos, bebidas e frigoríficos. Seu alto coeficiente frigorífico, baixo custo e baixa pegada ambiental fazem dela a escolha preferencial em plantas de médio e grande porte. No entanto, a manipulação segura e […]

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A amônia (NH₃) é, sem dúvida, o fluido refrigerante mais tradicional e eficiente em grandes sistemas de refrigeração industrial, especialmente nos setores de alimentos, bebidas e frigoríficos. Seu alto coeficiente frigorífico, baixo custo e baixa pegada ambiental fazem dela a escolha preferencial em plantas de médio e grande porte. No entanto, a manipulação segura e o correto dimensionamento do sistema de bombeamento de amônia são fundamentais para garantir eficiência energética, confiabilidade operacional e, sobretudo, segurança.

Neste artigo, abordaremos em detalhes o funcionamento do sistema de bombeamento de amônia, seus principais componentes, critérios de projeto, armadilhas operacionais frequentes e pontos essenciais para otimização. Trazemos também recomendações técnicas baseadas em normas internacionais e experiências reais de campo, mostrando como a Elektra, como distribuidora oficial Danfoss e EBM-Papst, agrega valor em projetos, suporte técnico, seleção de produtos e assistência autorizada.

Sumário

  1. Princípios básicos do bombeamento de amônia
  2. Componentes principais do sistema
  3. Modos de operação: gravidade vs. bombeamento forçado
  4. Seleção e dimensionamento das bombas de amônia
  5. Automação, monitoramento e proteção do sistema
  6. Principais desafios e pontos de otimização
  7. Como a Elektra potencializa a performance e a segurança
  8. Conclusão e contato com a equipe Elektra

1. Princípios básicos do bombeamento de amônia

Em sistemas de refrigeração industrial com amônia, o bombeamento do fluido é utilizado para garantir a circulação do refrigerante entre o recirculador e os evaporadores, mantendo a transferência térmica eficiente e estável. O método de bombeamento permite o uso de múltiplos evaporadores distantes, com controle preciso do superaquecimento e distribuição uniforme de NH₃ líquido.

Finalidades principais do bombeamento de amônia:

  • Garantir o suprimento constante de NH₃ líquido aos evaporadores em diferentes pontos da planta.
  • Otimizar a eficiência de troca térmica e reduzir variações de pressão.
  • Permitir o funcionamento flexível e seguro em plantas de grande porte.
  • Reduzir o risco de retorno de líquido ao compressor (líquido “carryover”).

Esquema operacional básico

O sistema parte de um recipiente chamado recirculador, de onde a bomba succiona o NH₃ líquido e o impulsiona até os evaporadores industriais. Após vaporizar, a amônia retorna ao recirculador, fechando o ciclo (fluxograma típico em anexo).

2. Componentes principais do sistema

Veja os componentes essenciais de um sistema de bombeamento de amônia e suas funções:

Componente Função
Recirculador Armazena NH₃ líquido, separa frações líquida e vapor; ponto de sucção da bomba
Bomba de amônia Impulsiona o NH₃ líquido para as linhas de distribuição
Linhas de líquido Transportam o NH₃ pressurizado até evaporadores distantes
Válvulas solenoides Controlam o fluxo de NH₃ de acordo com a demanda dos evaporadores
Válvulas de expansão Regulam a quantidade de NH₃ que entra nos evaporadores
Evaporadores Responsáveis pela absorção do calor do ambiente/processo
Linha de retorno Leva o NH₃ vaporizado de volta ao recirculador
Sensores/Instrumentação Monitoramento de temperatura, pressão, nível, fluxo e alarmes essenciais

3. Modos de operação: gravidade vs. bombeamento forçado

Existem duas filosofias principais de circulação de amônia em sistemas industriais:

  1. a) Sistema por gravidade

O líquido escoa por diferença de nível entre recirculador e evaporadores, exigindo layout compatível e limitações no número de evaporadores e distâncias.

  1. b) Sistema por bombeamento forçado

A bomba cria o diferencial de pressão, ampliando a capacidade de alimentação e viabilizando grandes plantas, mesmo com evaporadores em cotas elevadas ou distantes.

Vantagens do bombeamento forçado:

  • Melhora a distribuição do refrigerante em longas distâncias.
  • Permite controle mais fino do superaquecimento.
  • Flexibilidade para expansão e integração de novos evaporadores.
  • Maior uniformidade do processo.

4. Seleção e dimensionamento das bombas de amônia

O dimensionamento correto da bomba é essencial para evitar cavitação, vibrações e falhas. Recomenda-se observar:

Parâmetros-chave:

  • Capacidade do evaporador (kW)
  • Relação de recirculação (geralmente entre 3:1 e 5:1)
  • NPSH disponível
  • Perda total de carga na linha

Exemplo de cálculo de vazão da bomba:

Se a demanda térmica do evaporador é 600 kW e utilizamos uma razão de recirculação de 4:1:

  1. Vazão teórica de NH₃ = (Q / (Δh × ρ))
    – Δh: calor de vaporização do NH₃ na temperatura operacional (aprox. 1.225 kJ/kg a -10°C)
    – ρ: densidade do NH₃ líquido (aprox. 681 kg/m³ a -10°C)
  2. Vazão efetiva = vazão teórica × razão de recirculação

Seleção da bomba

No mercado, bombas específicas para NH₃ refrigerante (herméticas ou com selo mecânico duplo) são utilizadas. Fatores críticos:

  • Compatibilidade total de materiais (NH₃ é altamente corrosivo).
  • Projeto para suportar baixas temperaturas.
  • Vedação segura (priorize bombas herméticas).
  • Facilidade de manutenção.

Exemplo de modelos:

  • Bombas Herméticas HERMAG, ITT G&L, Grunfos criogênicas ou equivalentes.

5. Automação, monitoramento e proteção do sistema

Modernos sistemas industriais empregam automação avançada para garantir segurança e eficiência. Veja as aplicações típicas:

Instrumentação crítica

  • Pressostato de baixa/média para proteção da bomba (evita funcionamento a seco).
  • Transmissores de nível no recirculador (para evitar funcionamento “sem carga”).
  • Sensores de temperatura e pressão para evitar superaquecimento/descontrole nos evaporadores.
  • Painéis de comando (usando CLP/programadores Danfoss, conectando válvulas, sensores e inversores de frequência).

Inversores de frequência Danfoss na operação da bomba

A utilização de inversores de frequência Danfoss (por exemplo, modelos FC-202 e FC-302 Automação) traz benefícios como:

  • Ajuste contínuo da rotação da bomba, otimizando consumo de energia conforme a demanda.
  • Proteção contra picos de torque, variações de tensão e oscilações hidráulicas.
  • Funções PID embutidas permitem o controle fino da pressão diferencial e vazão.

Parâmetros típicos para setup (FC-202/FC-302):

Função Parâmetro Descrição
Seleção de modo PID Par. 1-10 Ativa/desativa função PID
Definição de setpoint pressão Par. 1-12 Valor alvo de pressão/vazão na linha
Rampas de aceleração/desacel. Par. 3-41 / 3-42 Evita picos hidráulicos na partida/parada
Proteções de sub/sobrecorrente Par. 14-21 / 14-22 Previne falhas por condições elétricas
Monitoramento de falhas Par. 16-10 / 16-30 Lista, log e ações automáticas em caso de anomalia

6. Principais desafios e pontos de otimização

  1. a) Prevenção de cavitação

Cavitação é o maior inimigo da bomba. Realize o cálculo preciso de NPSH (Net Positive Suction Head), minimizando comprimentos de aspiração e quedas excessivas de pressão.

  1. b) Monitoramento do nível

O recirculador deve estar sempre com nível operacional ótimo. Sensores flutuantes e transmissor de nível eletrônico asseguram partida e parada segura da bomba.

  1. c) Eficiência energética

Adotar inversores de frequência Danfoss ajusta a velocidade da bomba conforme a demanda real, reduzindo perdas e custos de energia em até 30%.

  1. d) Redução de emissões e vazamentos

A instrumentação de detecção de amônia é mandatória para segurança. Bombas herméticas e válvulas específicas, como as Danfoss ICV, reduzem o risco de perdas.

  1. e) Manutenção preditiva

Ferramentas de monitoramento contínuo (IoT, sensores dedicados) ajudam a prever falhas e programar intervenções com antecedência.

7. Como a Elektra potencializa a performance e a segurança

  • Seleção correta de bombas e automação: Engenheiros Elektra avaliam projeto, calculam vazões e especificam bombas e válvulas ideais para cada aplicação e plant layout.
  • Estoques reduzindo prazos: Linha completa de componentes Danfoss para refrigeração amoniacal e válvulas industriais pronta-entrega.
  • Dimensionamento assistido: Simulações hidráulicas e acompanhamento de projetos desde o estudo até a entrega.
  • Assistência e suporte Danfoss: Equipe autorizada, suporte aos inversores FC-202 e FC-302, além de assistência na parametrização e partida assistida do sistema.
  • Treinamento de operação e manutenção: Capacitação de equipe do cliente para operação segura, ajustes nos inversores e manutenção dos sistemas.
  • Entrega para todo o Brasil.

8. Conclusão

O sistema de bombeamento de amônia é o coração de qualquer instalação frigorífica de grande porte, garantindo eficiência, flexibilidade e, sobretudo, segurança operacional. O correto projeto, escolha dos equipamentos e integração com soluções de automação – como bombas otimizadas, válvulas dedicadas e inversores Danfoss programados de acordo com normas técnicas – são investimentos que retornam em performance, redução de custos e confiabilidade.

A Elektra está ao lado dos clientes industriais nos desafios de especificação, seleção, montagem e partida dos sistemas de bombeamento de amônia, oferecendo não apenas acesso ao que há de mais moderno em automação e controle Danfoss, mas também expertise técnica e estrutura robusta de suporte e peças. Fale com nosso time de especialistas e leve sua planta frigorífica ao próximo nível de eficiência e segurança.

Entre em contato com a equipe comercial Elektra e surpreenda-se com nosso suporte técnico e portfólio oficial Danfoss e EBM-Papst!

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Tendências em Refrigeração Industrial para 2026: Inovações, Eficiência e Sustentabilidade https://blog.elektra.net.br/tendencias-em-refrigeracao-industrial-para-2026-inovacoes-eficiencia-e-sustentabilidade/ https://blog.elektra.net.br/tendencias-em-refrigeracao-industrial-para-2026-inovacoes-eficiencia-e-sustentabilidade/#respond Wed, 21 Jan 2026 20:29:46 +0000 https://blog.elektra.net.br/?p=440 O setor de refrigeração industrial está em plena transformação. Com a pressão regulatória, demanda por máxima eficiência e busca por sustentabilidade, 2026 desponta como um ano-chave para adoção de tecnologias inovadoras. Engenheiros, técnicos, compradores industriais e gestores de manutenção precisam antecipar-se às tendências para garantir competitividade, conformidade com normas e operações mais seguras e econômicas. […]

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O setor de refrigeração industrial está em plena transformação. Com a pressão regulatória, demanda por máxima eficiência e busca por sustentabilidade, 2026 desponta como um ano-chave para adoção de tecnologias inovadoras. Engenheiros, técnicos, compradores industriais e gestores de manutenção precisam antecipar-se às tendências para garantir competitividade, conformidade com normas e operações mais seguras e econômicas.

A Elektra, distribuidora oficial Danfoss e EBM-Papst, acompanha de perto as evoluções do mercado, oferecendo suporte técnico, dimensionamento, seleção correta de produtos e pronta-entrega para todo o Brasil. Este artigo detalha as tendências que vão moldar a refrigeração industrial em 2026 e como a engenharia pode se preparar para esse novo cenário.

Sumário

  1. Eficiência energética e normatização
  2. Novos refrigerantes e impacto ambiental
  3. Digitalização, conectividade e automação industrial
  4. Ventiladores de alta performance para aplicações críticas
  5. Inversores inteligentes e controle avançado (Danfoss VLT/FCP)
  6. Manutenção preditiva e monitoramento remoto
  7. Sustentabilidade e economia circular
  8. Treinamento técnico e qualificação de equipes
  9. Conclusão

1. Eficiência Energética e Normatização

A busca pela eficiência energética é uma das prioridades em 2026, tanto por exigências regulatórias quanto pela otimização de custos operacionais. Equipamentos de refrigeração representam até 50% do consumo energético em plantas industriais, sobretudo nos setores de alimentos, bebidas e frigoríficos.

As normas brasileiras (como a Portaria Inmetro 234/2021 e as ABNT/NBR específicas do setor) terão novas atualizações exigindo máquinas mais eficientes. Internacionais como as diretivas EU Ecodesign e a Regulação F-Gas ditam tendências seguidas pelo Brasil.

Soluções em Destaque:

  • Inversores Danfoss FC-302 e FC-202 permitem ajuste preciso de velocidade, reduzindo significativamente o consumo em compressores, ventiladores e bombas.
  • Ventiladores EBM-Papst RadiCal e Axiais EC oferecem rendimentos superiores, conforme mostrado em tabelas de eficiência, com controle eletronicamente comutado (EC) e até 50% de economia comparado a motores tradicionais.

Tabela: Eficiência comparada de acionamentos

Tecnologia Eficiência (%) Variação de Velocidade Consumo (referência)
Motor assíncrono c/ partida direta 75 Não 1,00x
Motor assíncrono + inversor Danfoss 91 Sim 0,68x
Motor EC EBM-Papst 92 Sim 0,65x

2. Novos Refrigerantes e Impacto Ambiental

A descarbonização e a restrição aos refrigerantes de alto GWP (Global Warming Potential) trazem novos fluidos ao protagonismo: CO₂ (R744), amônia (R717) e fluidos hidrofluorolefinas (HFOs). A substituição dos HFCs é irreversível, orientando projetos para alternativas menos impactantes.

Desafios:

  • Compatibilidade de materiais
  • Pressões de operação mais elevadas (caso do CO₂ transcrítico)
  • Segurança e treinamento operacional

Aplicação Danfoss:

  • Válvulas e sensores Danfoss aprovados para amônia, CO₂ e HFOs garantem confiabilidade. Os inversores Danfoss FC-202 podem parametrizar lógicas para controle de variação de capacidade sob ciclos intensos dessas aplicações.

3. Digitalização, Conectividade e Automação Industrial

A refrigeração 4.0 é realidade. A digitalização avança com sistemas SCADA, IoT e integração total de dados em nuvem. Isso permite monitoramento preditivo, otimização automática de performance e resposta rápida a falhas.

Tendências:

  • Inversores Danfoss com BACnet IP, Modbus TCP, PROFINET para integração de sistemas.
  • Ventiladores EBM-Papst SM e EC com conectividade Modbus RTU nativa.
  • Sensores de pressão e temperatura wireless.

Benefícios:

  • Acesso remoto para diagnóstico e ajuste dos equipamentos via web
  • Geração automática de relatórios de performance energética

4. Ventiladores de Alta Performance para Aplicações Críticas

Com a demanda por trocadores de calor mais eficientes, a seleção correta dos ventiladores é determinante para a performance. Em 2026, espera-se a consolidação dos motores EC (eletronicamente comutados) e soluções plug-fan.

Modelos EBM-Papst Relevantes:

  • RadiCal e RadiPac para evaporadores e condensadores.
  • AxiTop – difusor de eficiência para linhas axiais.
  • Ventiladores inteligentes, com autoajuste de velocidade conforme demanda térmica do ambiente.

Destaque Técnico:

Os ventiladores EBM-Papst, homologados para ambientes industriais severos, trazem curvas de desempenho otimizadas para baixos níveis de ruído e maior vida útil. Aplicações incluem túneis de congelamento, câmaras frigoríficas e resfriamento rápido pós-processo.

Tabela Exemplo: Curva de desempenho RadiPac

Modelo Vazão (m³/h) Press. Estática (Pa) Níveis de Ruído (dB(A)) Eficiência (%)
RadiPac 400 2300 450 62 85
RadiPac 560 6200 550 70 87

5. Inversores Inteligentes e Controle Avançado (Danfoss VLT/FCP)

O controle de variadores inteligentes é cada vez mais um diferencial. Os modelos Danfoss VLT FC-102, FC-202, FC-280 e FC-302 dispõem de algoritmos avançados para automação: PID autossintonizável, AMA (Auto Motor Adaptation), controle de torque e funções de rampas customizadas.

Exemplos de aplicação:

  • FC-302 HVAC: controle PID de condensação flutuante, economizando energia.
  • FC-202 Aqua: ajuste dinâmico do setpoint em função da demanda térmica.
  • Parâmetros customizáveis: alarmes sob medida, lógicas de fallback, funcionamento em malha aberta ou fechada.

Tabela: Recursos avançados por modelo Danfoss

Modelo DMA / AMA PID Comunic. Ethernet Dual Safety Aplic. Típica
FC-51 Não Sim Não Não Pequenas Câmaras
FC-202 Parcial Sim Sim Parcial Processos Industriais
FC-302 Sim Sim Sim Sim HVAC Avançado
FC-280 Sim Sim Sim Parcial Compressão/Condensação

6. Manutenção Preditiva e Monitoramento Remoto

Sensores inteligentes e conectividade permitem diagnósticos em tempo real, indicando falhas antes que causem paradas. Isso reduz custos e melhora a disponibilidade do sistema.

Soluções Elektra:

  • Sensores Danfoss com diagnóstico sobrepressão, sub-resfriamento, falhas de comunicação.
  • Ventiladores EC EBM-Papst com status via Modbus RTU.
  • Inversores Danfoss configurados para envio de alarmes críticos via rede ou celular para plantonistas.

7. Sustentabilidade e Economia Circular

A busca por operações de baixo impacto ambiental leva à reciclagem de componentes, recuperação de calor, uso renovável de energia e maior durabilidade dos equipamentos.

Tendências para 2026:

  • Motores EC com consumo reduzido, desmontagem facilitada e reciclagem.
  • Inversores que prolongam a vida útil dos compressores ao eliminar partidas bruscas.
  • Componentes Danfoss e EBM-Papst projetados para fácil manutenção e menor obsolescência.

8. Treinamento Técnico e Qualificação de Equipes

Com tecnologias mais complexas, cresce a demanda por capacitação. Profissionais atualizados garantem operação segura e utilização integral dos recursos de automação.

A Elektra oferece treinamentos, workshops e suporte técnico para parametrização de inversores Danfoss, programação de alarmes, interpretação de manuais EBM-Papst e dimensionamento em projetos industriais.

9. Conclusão

As tendências em refrigeração industrial para 2026 apontam para sistemas inteligentes, eficientes e integrados, suportando a transição rumo à sustentabilidade e digitalização. O sucesso depende de escolhas técnicas corretas, atualização constante e parceria com quem oferece conhecimento e suporte total.

A Elektra está pronta para apoiar seu projeto desde o dimensionamento até a manutenção, com um portfólio completo Danfoss e EBM-Papst, atendimento rápido, estoque nacional e consultoria com engenheiros especialistas.

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Entre em contato com a equipe técnica e comercial da Elektra e descubra como inovar com segurança, eficiência e máximo retorno operacional.

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O uso do amoníaco (NH₃) em sistemas de refrigeração industrial é consolidado há décadas devido a sua eficiência térmica, custo-benefício e baixíssimo impacto ambiental em relação a fluidos sintéticos. Entretanto, como todo agente refrigerante, requer o respeito a rígidas normas de segurança, boas práticas de engenharia, dimensionamento cuidadoso e execução precisa.

Falhas em instalações podem gerar riscos graves à saúde, à integridade do sistema, à produtividade operacional e ao meio ambiente. Além disso, a evolução das tecnologias em instrumentação, controle e automação — como inversores Danfoss VLT e ventiladores EBM-Papst — vem elevando o padrão de exigência para integradores, instaladores, gestores de manutenção e engenheiros que atuam em frigoríficos, laticínios, bebidas e centros de distribuição refrigerada.

Com base na experiência de campo, documentação técnica e suporte autorizado da Elektra, este artigo aborda os erros mais comuns nessas instalações, seus impactos e estratégias para evitá-los, promovendo segurança, longevidade e eficiência operacional.

Sumário

  1. Fundamentos do uso de amônia em sistemas de refrigeração
  2. Erros de projeto e seleção de equipamentos
  3. Problemas na montagem e execução de tubulações
  4. Falhas no comissionamento, testes de estanqueidade e vácuo
  5. Erros em instrumentação, controles e automação
  6. Manutenção inadequada e negligência de alarmes
  7. Cuidados ambientais e legislações aplicáveis
  8. Como a Elektra agrega valor à sua instalação
  9. Conclusão

1. Fundamentos do Uso de Amônia em Sistemas de Refrigeração

A amônia (R-717) é amplamente utilizada devido ao seu alto coeficiente de troca térmica, pressão de operação moderada, baixo custo e ausência de potencial de destruição da camada de ozônio (ODP=0).

Características relevantes do NH₃:

  • Alta eficiência energética (COP elevado)
  • Detectável a baixas concentrações (odor penetrante)
  • Toxicidade exigindo rigorosos padrões de segurança
  • Corrosiva a materiais como cobre e algumas ligas não ferrosas
  • Altamente solúvel em água

Instalações industriais com amônia requerem projetos dedicados, obedecendo a normas como NR-13, NR-36, ABNT NBR16069 e legislações ambientais.

2. Erros de Projeto e Seleção de Equipamentos

Principais falhas detectadas:

  • Dimensionamento impreciso de compressores: Subdimensionamento gera incapacidade de manter temperatura; superdimensionamento resulta em ciclos curtos, desgaste excessivo e consumo elevado.
  • Incompatibilidade de materiais: O uso de cobre no sistema é proibido. Deve-se optar por aço carbono tratado ou aço inoxidável.
  • Seleção inadequada de válvulas, instrumentos e dispositivos de segurança: Incorreta classificação de pressão, ausência de válvulas de alívio e sistemas de bloqueio redundantes.
  • Escolha incorreta de inversores e motores: Falhas na seleção de inversores Danfoss, por exemplo, no ajuste dos parâmetros de proteção de motor, filtro EMC, isolamento (IP) e robustez para ambientes agressivos.

Itens Críticos na Especificação de Equipamentos para NH₃

Componente Erro Frequente Impactos Correção/Solução
Compressor Sub/superdimensionamento Ineficiência, desgaste Cálculo térmico detalhado, simulação
Tubulações Uso de cobre ou bitolas subdimensionadas Corrosão, rupturas Aço carbono tratado, tabelas ABNT
Válvulas Sem classe de pressão adequada Vazamentos, riscos Especificação conforme projeto
Inversor VLT Danfoss Filtro EMC ou IP inadequados, má parametrização Paradas, falhas eletrônicas Seleção via manual técnico, parametrização guiada Elektra
Instrumentação Falta de redundância, sensores incompatíveis Baixa confiabilidade Dupla instrumentação, especificação compatível com NH₃

3. Problemas na Montagem e Execução de Tubulações

  • Soldas mal executadas e sem inspeção radiográfica: Porosidades, trincas e riscos de vazamento.
  • Falta de declividade adequada: Pode causar acúmulo de óleo e líquido no retorno, levando a golpes de líquido e falhas nos compressores.
  • Ausência de isolamento adequado: Perdas térmicas, condensação, risco de corrosão sob isolamento (“under insulation corrosion”).

Melhores práticas:

  • Inspeção de solda conforme NR-13 e NBR16069.
  • Teste hidrostático conforme pressão de projeto.
  • Declividade mínima nas sucções (média de 1%) para retorno efetivo do óleo.
  • Uso de isolamento certificado para NH₃, com barreira contra absorção de umidade.

4. Falhas no Comissionamento, Testes de Estanqueidade e Vácuo

  • Testes de estanqueidade inadequados: Pulmões, chillers e linhas muitas vezes não são submetidos ao teste de pressão com nitrogênio de acordo com a norma.
  • Procedimentos inadequados de evacuação: Vácuo mal executado resulta em contaminação por umidade, que reage com a amônia formando compostos corrosivos e reduzindo vida útil dos componentes.
  • Desprezo ao purgador de ar: A presença de ar reduz a eficiência do ciclo de refrigeração.

Procedimentos essenciais:

  • Uso de nitrogênio seco para pressurizar até 1,25x pressão de operação.
  • Vácuo abaixo de 500 mícrons, monitorado por vacuômetro certificado.
  • Aplicação de detector de vazamento sensível a amônia.

5. Erros em Instrumentação, Controles e Automação

Problemas Usuais:

  • Sensores de pressão/temperatura incompatíveis: Falha prematura e leituras imprecisas.
  • Falta de calibração periódica compromete controles de superaquecimento, sub-resfriamento e alarmes críticos.
  • Parametrização inadequada de inversores Danfoss VLT (FC-302/FC-102/FC-202):
    • Má configuração do controle PID pode gerar oscilações e falta de estabilidade.
    • Falta de uso de lógicas de proteção (por exemplo, detecção de falta de fase, monitoração de corrente excessiva, função Safe Torque Off).
    • Sequência lógica dos I/O não validada, resultando em comandos conflitantes.

Tabelas de Parâmetros Críticos para Inversores Danfoss em Sistemas com Amônia

Inversor Danfoss Parâmetro Valor Sugerido/Nota Função
VLT FC-302 1-20 (Tipo de Motor) Compativel com carcaça IP55, aço, tropicalizado Proteção em ambientes com NH₃ e umidade
VLT FC-302 5-10 (Controle PID) Setado p/ pressão/temperatura alvo Mantém estabilidade do sistema
VLT FC-202 4-16 (Alarme de Fuga) Ativar detecção de fuga de corrente Segurança elétrica
VLT FC-302 14-20 (Safe Torque Off) Ativar p/ paradas de emergência Segurança operacional

Consulte sempre os manuais Danfoss VLT para critérios exatos e integração com sensores e CLP. A Elektra oferece suporte completo em parametrização, lógica de controle e treinamentos.

6. Manutenção Inadequada e Negligência de Alarmes

  • Interpretação incorreta de alarmes (elétricos, de processo e de segurança): Exemplo: ignorar alta frequência de partida causa desgaste prematuro de compressores e inversores.
  • Desligamento manual de sistemas de purga, pressostatos ou válvulas de alívio “para evitar disparos falsos”: prática extremamente perigosa!
  • Negligência na drenagem de óleo: acúmulo de óleo reduz trocas térmicas e aumenta risco de retorno ao compressor.

Rotinas recomendadas:

  • Plano de manutenção preventiva sistemático, incluindo inspeção visual, testes de válvulas de segurança, calibração e atualização de firmware de inversores.
  • Registro detalhado dos alarmes ocorridos e AÇÕES CORRETIVAS tomadas.

7. Cuidados Ambientais e Legislações Aplicáveis

  • Desconsideração do impacto ambiental: Vazamentos de NH₃ poluem corpos d’água e ar atmosférico, podendo implicar multas severas e necessidade de evacuação.
  • Descarte inadequado do óleo contaminado: O óleo deve ser segregado e tratado conforme legislação ambiental vigente.
  • NR13/NBR16069 não atendidas: Não assinatura de ART, ausência de prontuários ou dispositivos de segurança são infrações graves.

8. Como a Elektra Agrega Valor à sua Instalação com Amônia

A Elektra é distribuidora autorizada Danfoss e EBM-Papst e oferece ao mercado:

  • Seleção correta de inversores Danfoss (FC-51, FC-101, FC-102, FC-202, FC-302, FC-360, FC-280) e ventiladores EBM-Papst para ambientes industriais.
  • Dimensionamento técnico personalizado para cada tipo de aplicação, de acordo com normas vigentes.
  • Suporte técnico especializado para parametrização, integração de sistemas e identificação de falhas.
  • Assistência autorizada e estoque local para atendimento rápido em todo o Brasil.
  • Acesso a treinamento técnico, documentação detalhada e inspeção de conformidade.

Ao contar com o suporte Elektra, sua instalação está respaldada técnica e legalmente contra os riscos recorrentes das instalações com amônia.

9. Conclusão

Instalações com amônia requerem conhecimento técnico, prudência e uma abordagem multidisciplinar, desde o projeto à manutenção. Os erros listados neste artigo são recorrentes, porém perfeitamente evitáveis com boas práticas e suporte especializado.

Para garantir eficiência, segurança operacional e conformidade em instalações com amônia, conte com a equipe técnica da Elektra para dimensionamento, fornecimento de componentes, assistência em campo e treinamentos. Entre em contato e descubra como podemos agregar mais valor e confiabilidade ao seu projeto ou operação industrial.

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